quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Dono da Precisa opta por silêncio total e CPI discute se pode prendê-lo

Francisco Maximiano poderá ser preso por abusar do direito de ficar calado diante dos investigadores, que agora discute o limite do habeas corpus conseguido por ele no STF.
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dono da precisa CPI

O dono da empresa Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, depõe na manhã desta quinta-feira (19) na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 usando o direito de ficar calado garantido a ele por um habeas corpus concedido pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber.

Até o momento, só o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), e o relator, senador Renan Calheiros (MDB/AL), fizeram questões, todas relacionadas ao contrato de R$ 1,6 bilhão conseguido pela Precisa Medicamentos para a venda de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, para o Ministério da Saúde com sobrepreço de até 50%.

Maximiano não tem respondido nem a questões simples, como por exemplo se foi ao Ministério ou se ligou para o diretor de Importação do Ministério, Luís Ricardo Miranda, como dito por este na CPI, ou ainda se conheceu servidores que atuam na pasta da Saúde.

A postura de não responder a nada fez com que a cúpula da CPI discutisse a interrupção do depoimento para que fosse feito um embargo de declaração para a ministra Rosa Weber com o objetivo dela esclarecer o limite que Maximiano tem de ficar calado.

Omar Aziz disse que daria outra chance para Maximiano responder perguntas que não o incriminem, mas frisou que caso ele continuasse se calando diante de todas as questões, vai interromper a sessão conforme sugerido pelo vice da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP).

Para os senadores, Maximiano está extrapolando no direito de ficar calado e, com isso, poderá ser preso pela Polícia Legislativa a critério de Omar Aziz.

Texto: Gerson Severo Dantas

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