O dólar comercial fechou a quarta-feira, 24 de junho, cotado a R$ 5,202, em alta de 0,28%, e voltou ao maior nível de fechamento desde 30 de março. Durante a manhã, a moeda chegou a R$ 5,22. O movimento ocorreu em dia de nervosismo no mercado financeiro, com pressão externa e queda da bolsa brasileira.
Segundo a Agência Brasil, a valorização da moeda norte-americana refletiu a expectativa de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, possa manter postura mais restritiva diante de sinais de pressão inflacionária. Investidores aguardam novos dados de inflação ao consumidor nos EUA, especialmente o índice PCE.
No Brasil, o Ibovespa encerrou o pregão aos 170.506 pontos, com queda de 0,44%, após três sessões seguidas de alta. A baixa foi puxada principalmente por ações de petroleiras e mineradoras, afetadas pela queda das commodities.
O petróleo também recuou pelo terceiro pregão seguido. O Brent para setembro caiu 3,81%, a US$ 73,87 por barril, enquanto o WTI para agosto perdeu 3,92%, a US$ 70,34. A queda ocorreu em meio à percepção de menor risco de interrupção no fornecimento global após sinais de normalização no Estreito de Ormuz.
A alta do dólar tem efeito direto sobre a economia brasileira. Produtos importados, combustíveis, insumos industriais, eletrônicos e itens ligados a commodities podem sofrer pressão de preços. Para empresas endividadas em moeda estrangeira, a valorização também aumenta custos financeiros.
O episódio mostra a sensibilidade do Brasil a fatores externos. Mesmo com fundamentos internos relevantes, decisões de juros nos Estados Unidos, tensões geopolíticas e preços do petróleo continuam influenciando câmbio, bolsa e expectativas de inflação.