Com 35 anos de atuação na Medicina, o mastologista e diretor-presidente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), Gerson Mourão, concedeu uma entrevista à TV RealTime1 nesta segunda-feira (14) para falar sobre o ‘Março Lilás’, mês alusivo ao combate do câncer de colo de útero, que tem tratamento mas pode ser fatal se não diagnosticado precocemente.
O câncer de colo de útero, excetuando-se o câncer de pele não melanoma, é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina. Ao jornalista Caio Fonseca, Mourão destacou que, no Amazonas, uma mulher morre a cada dois dias por causa da doença.
“É inadmissível. Temos uma vacina aí, doada. Precisamos avançar nisso”, sentencia o médico, frisando que, em todo o Estado há 700 casos notificados por ano.
“Mais de 90% das mulheres que chegam à FCecon sem chance de cura, apenas com possibilidades de tratamentos paliativos para que ela não tenha sofrimento ao morrer”, disse ainda o diretor-presidente da unidade.
De acordo com o mastologista, o Estado gasta, por ano, R$ 20 milhões para o tratamento de uma paciente com câncer no útero.
Falando de um modo geral sobre Saúde da Mulher, o mastologista também comentou sobre o “pré-conceito” e mitos que giram em torno da vacina contra o HPV, o Papilomavírus Humano.
Segundo ele, há famílias que relacionam o início da vida sexual da mulher à aplicação da dose da vacina.
“A vacina tem um efeito gigantesco. Meninas de 9 a 14 que tomarem a vacina não terão câncer de útero. Olha que coisa fantástica”, destacou Mourão.
Veja a entrevista completa abaixo:
Da Redação
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