O Amazonas entrou na fase vermelha (risco alto) na transmissão da Covid-19. De acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), a taxa atingiu 2,04 nesta quarta-feira (26), o que significa que cada 100 infectados podem transmitir o vírus para outras 204 pessoas.
Conforme levantamento feito pela FVS-RCP, a média móvel de casos de Covid-19 por dia de diagnóstico, no período entre 1º e 25 de janeiro, apresentou alta de 582% nos últimos 14 dias; e de 74% nos últimos 7 dias, no Amazonas.
Além disso, o monitoramento estratégico da Covid-19, realizado pela SES-AM, mostra aumento de 481% nas hospitalizações tendo a Covid-19 como causa primária em janeiro, no comparativo ao mês de dezembro de 2021.
52 enterros no dia 24 de janeiro
Diante da explosão de casos de Covid-19 provocados pela variante Ômicron, Manaus registrou o maior número de enterros do mês de janeiro deste ano. Nesta segunda-feira (24), 52 sepultamentos foram registrados em cemitérios da cidade.
De acordo com o informe funerário da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), 43 foram em cemitérios municipais.
No mesmo dia, entre as causas das mortes do total de sepultamentos nos cemitérios públicos cinco foram declaradas como Covid-19. No entanto, o dia de maior registro de sepultamentos por Covid-19 foi no dia 20 de janeiro, quando nove enterros tiveram essa causa.
Esse número de enterros provocado pelo coronavírus em um único dia coincide com o registro de 8.319 casos positivos diagnosticados no mesmo dia pela Fundação de Vigilância em Saúde Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Até agora o número é o maior registrado nesta terceira onda.
O dia 21 atingiu a segunda maior marca de enterros do mês. Neste dia foram 49 sepultamentos. Seis enterros foram provocados pela Covid-19.
O número de sepultamentos dá o termômetro para saber se a pandemia está entrando numa terceira onda em Manaus. Por conta da vacinação, os números deste início de janeiro são bem menores que o registrados no início da segunda onda, em janeiro de 2021.
Na época, o número de sepultamentos superava a marca de 100 sepultamentos por dia. No dia 15 de janeiro de 2021, Manaus registrava 213 enterros em 24 horas, batendo recorde. Na época, os hospitais da capital amazonense sucumbiam por falta de oxigênio no dia anterior, que provocou a morte de pacientes graves de covid por asfixia.
Texto: Jefferson Ramos, com informações da assessoria
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