quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Variante ômicron corresponde a 93% de testes sequenciados no Amazonas

Médico e infectologista, Marcus Vinícius aponta que o Amazonas ainda não passou pelo primeiro mês da nova onda de casos de Covid-19 ocasionada pela variante ômicron.
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Sequenciamento genético da Covid-19 (Foto Fiocruz)

O Amazonas atualmente vive uma terceira onda de Covid-19, desta vez ocasionada pela variante Ômicron, que é predominante em 93% dos casos confirmados submetidos à sequenciamento genético pela Fiocruz Amazônia.

Recentemente, o médico Marcus Vinícius, especialista em infectologia e também em saúde pública, alertou que o aumento explosivo de casos de Covid-19 deve chegar aos municípios do interior do Amazonas nos próximos dias.

“De fato, o interior deve vivenciar esse aumento daqui a algumas semanas. Não costuma ser paripasso como Manaus, possa ser que a gente se surpreenda, mas em geral só acontece algumas semanas depois do início da onda em Manaus”, alerta o especialista.

A declaração foi durante uma live mediada pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, e transmitida no último dia 20.

Mais de 42 mil pessoas testaram positivo para Covid-19 nos últimos sete dias

No período de uma semana, do dia 17 ao dia 23 de janeiro deste ano, 42,751 pessoas testaram positivo para a Covid-19 no Amazonas. Conforme o médico infectologista, geralmente uma onda de transmissão do vírus em Manaus dura aproximadamente dois meses, baseado no tempo de duração da primeira e da segunda onda da doença no Estado.

“A Ômicron, agora com a viagem das pessoas, se espalhou de uma forma tão global que a gente sincronizou no Brasil. Hoje, o resto do Brasil tá vivendo junto com Manaus esse grande aumento explosivo dos casos.

Onda bimodal da Covid-19 ocorre na Europa

Marcus Vinícius diz que vem acompanhando a situação da Covid-19 na Alemanha, que possui um sistema avançado de identificação e rastreio de casos. O país, segundo o médico, vive uma onda bimodal.

“Na Alemanha, você vê que há um aumento de casos que dura cerca de cinco a seis semanas, depois tem uma queda e logo em seguida uma nova explosão de casos. Então, essa onda na Alemanha tá sendo bimodal, ou seja, tá aumentando, abaixa um pouco e sobe de novo – e de uma forma totalmente explosiva. Nunca houve tantos casos de Ômicron na Alemanha e nos Estados Unidos [EUA]. O Reino Unido tá tentando relaxar mais ainda as medidas, deixando de exigir máscara, isolamento social, então a coisa deve ficar muito mais fedida por lá”, avalia o especialista.

Sequenciamento genético para identificar variante é feito pela Fiocruz Amazônia

Hoje, a Fundação de Vigilância em Saúde informou ao RealTime1 que o resultado de detecção de variante mais atualizado aponta para a predominância da variante Ômicron em 93% dos casos confirmados de Covid-19 submetidos a sequenciamento. Os dados são os mesmos do último dia 20 de janeiro.

A identificação dos casos de Covid-19 pela variante Ômicron ocorre após procedimento de sequenciamento genômico, para detecção de linhagens do novo coronavírus (SARS-CoV-2), realizado pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia).

Com a alta de novos casos de Covid-19 no Amazonas, o especialista reforça que o Estado ainda não está nem no primeiro mês da nova onda ocasionada pela Ômicron.

Texto: Isac Sharlon

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