Quadros, fotos, jornais, diários oficiais, máquinas antigas, objetos de navegação. Juntas, essas peças, de um acervo inestimável, vão ajudar a contar parte da história da capital amazonense para revitalização do futuro Museu do Porto pela Prefeitura de Manaus.
Nessa quarta-feira (9), diretores, técnicos e especialistas em restauro fizeram uma visita ao acervo do antigo Museu do Porto, fechado há mais de 20 anos, e ao próprio prédio que já foi sede da atividade museológica, no Centro.
Os itens do passado guardados em uma sala deverão passar por um minucioso processo de separação, limpeza, higienização e restauro para posterior exposição nas futuras salas do espaço que será recuperado. Um cronograma também foi discutido entre os membros da Comissão Técnica para Implementação e Revitalização do Centro Histórico de Manaus, em especial Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), com a presença da historiadora e professora Etelvina Garcia.
“Essa visita tem a proposta de avaliar o que restou do acervo e o estado físico em que se encontra a primeira construção do porto de Manaus. Há muito material que não tem ligação com o museu, uma área que serve de depósito, e que precisará ser retirada. E será preciso fazer o restauro dos equipamentos, o levantamento de todo o acervo e sua restauração. Tudo para que se possa fazer um projeto para este lugar receber um novo museu”, comentou Etelvina.
A historiadora lembrou que este é o lugar do Porto dos Ingleses, mas que não foi o único na cidade, uma vez que as populações indígenas anteriores se movimentavam pelas águas usando o local de embarque e desembarque. Em 1679, a região era habitada pelos índios Tarumãs.
Por este ponto, que se busca resgatar a história e torná-la novamente pública.
“No século 20 se fez a construção deste porto. É preciso ter tudo isto da história do Porto dos Ingleses e da história que o antecede, do porto natural que surgiu. É um sonho nosso e estamos trabalhando, cuidando de restaurar o que precisa ser restaurado para depois abrir as portas à sociedade”, ressaltou Etelvina.
Sinergia
Várias mãos unidas para resgatar o patrimônio. É assim que o diretor do Museu da Cidade, Leonardo Novellino, vê os trabalhos para reabilitação do futuro Museu do Porto.
“Patrimônio incalculável, não só do ponto de vista material, predial, mas também do patrimônio intangível e artístico, que resgata a memória do que Manaus é”, lembrou o diretor.
A grande missão nesta intervenção urbanística e patrimonial será de resgatar a memória para contá-la ao público, mostrando a importância das águas, do local de embarque e desembarque em uma imensa viagem ao tempo juntando passado, presente e futuro.
O diretor de Planejamento Urbano do Implurb, arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro, explicou que a reunião in loco ajudou a ter conhecimento do acervo disponível e do espaço que será ocupado pelo futuro museu após a reforma.
“Observamos que, mesmo depois de tantos anos de abandono, as instalações do prédio estão em boas condições. Será uma intervenção com mais limpeza, restauro do que é necessário para ir à exposição e resgate arquitetônico”, disse.
Com informações da assessoria
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