terça-feira, 22 de setembro de 2026

Desmatamento no Amazonas cai 57% em cinco meses

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Índice de arborização de Manaus
(Foto: Divulgação/SEMA)

A área desmatada no Amazonas caiu 57% nos cinco primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados acompanhados pelo Ipaam e pela Sema com base no sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os registros mostram que a área desmatada passou de 14.263 hectares, em 2025, para 6.081 hectares, em 2026. A diferença é de 8.182 hectares, área equivalente a aproximadamente 11,5 mil campos de futebol. O número total de alertas também caiu, de 772 para 423, uma redução de cerca de 45%.

Apesar da queda geral, os dados mantêm atenção sobre municípios historicamente pressionados pelo avanço do desmatamento. Apuí liderou tanto em número de alertas, com 43 registros, quanto em área afetada, com 1.652 hectares. Em seguida aparecem Lábrea, com 33 alertas e 1.401 hectares, e Novo Aripuanã, com 813 hectares desmatados.

O sistema Deter usa imagens de satélite para identificar alterações na cobertura florestal e gerar alertas de desmatamento, degradação e exploração madeireira. No Amazonas, os dados são analisados pelo Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas do Ipaam, que orienta operações de fiscalização.

A redução é positiva, mas precisa ser observada com cautela. Desmatamento menor não significa pressão eliminada. A chegada da estiagem, a abertura de ramais, a grilagem, a exploração madeireira ilegal e a ocupação desordenada continuam impondo risco ao território.

A crítica é que o Amazonas precisa transformar queda estatística em controle territorial. Monitorar por satélite é essencial, mas o alerta só vira política pública quando resulta em fiscalização, embargo, responsabilização e alternativas econômicas legais. A floresta não é protegida por gráfico; é protegida por presença do Estado, inteligência e punição para quem lucra com a destruição.

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