terça-feira, 23 de julho de 2024

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Desconhecidos do eleitorado do AM, suplentes somam R$ 49 mi de patrimônio

Pódio é ocupado pelos dois suplentes indicados pelo candidato Arthur Neto (PSDB), além de um nome vinculado à candidatura de Menezes (PL).
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A cada quatro anos os amazonenses escolhem quem ocupará o cargo de senador pelos próximos oito anos. Porém, além de eleger o Senador, o eleitor acaba escolhendo dois personagens que durante a campanha passam praticamente despercebidos, sem a população entender que, caso o candidato eleito, por algum motivo, deixe o Senado, será essa pessoa a representar o Amazonas no Congresso Nacional. São eles: o primeiro e o segundo suplentes.

Cada candidato ao Senado precisa cadastrar junto a sua candidatura dois outros nomes para tais cargos e sua obrigatoriedade consta na Constituição Federal que determina que cada Senador seja eleito com dois suplentes.

De 2018 a 2022, das 81 vagas no Senado, vinte e dois suplentes ocuparam as vagas de senadores que venceram as eleições a outros cargos, ocuparam alguma vaga no executivo federal ou que se afastaram por licença médica.

Nesse caso, o suplente passa a receber o mesmo valor de salário do senador eleito, que pode chegar a R$ 72 mil além dos benefícios como auxílio-moradia de R$ 3,8 mil mensais sem falar no bônus inicial, chamado de auxílio-mudança, no valor de R$ 33,7 mil pago no primeiro mês para ajudar a custear a mudança do estado de origem para Brasília.

A existência do suplente de senador é um tema bastante questionado. Afinal, ainda que o cargo seja amparado pela legislação, muito se questiona sobre o real motivo de empresários e figuras desconhecidas da população com a possibilidade de um cargo tão importante quanto o de Senador ser ocupado por pessoas que nunca receberam votos da população.  

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‘Troca de favores?’

Além de boa parte dos suplentes nunca terem ocupado um cargo público, eles são, em média, três vezes mais ricos que os cabeças de chapa. Geralmente, os candidatos ao Senado buscam nos grandes empresários financiamento para suas campanhas, em troca, os indicam para serem seus suplentes.

É o que acontece no Amazonas onde os candidatos a suplente Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque, Paulo Cezar Mates e Natalino Masiero possuem patrimônio de R$ 47, 9 milhões do total de R$ 49,9 milhões referente aos patrimônios de todos os candidatos a suplente que concorrem nesta eleição.

Segundo a plataforma DivulgaCand, do TSE, o maior patrimônio declarado é do suplente de Arthur Neto, o médico Paulo Cezar Mates com R$ 18 milhões, sendo a maior parte proveniente de um rebanho de 1285 bovinos, uma fazenda e lote em Apuí e lotes de terra em Itapoá, em Santa Catarina. 

O segundo maior patrimônio é de R$ 15 milhões, do empresário Natalino Masiero, dono da Dinâmica e segundo suplente na chapa do Coronel Menezes. Duas fazendas no município de Bonfim, em Roraima, são os bens mais valiosos declarados pelo empresário.  

A ex-reitora da Fametro e primeira suplente da chapa de Arthur Neto, Maria do Carmo Seffair, fecha o pódio dos maiores patrimônios entre os suplentes com valor declarado de R$ 14 milhões,  sendo R$ 7 milhões dos 33,4% das cotas de participação do Instituto Metropolitano de Ensino além de um apartamento na Flórida – EUA, no valor de R$ 2,6 milhões, com prazo de financiamento de 30 anos sendo pagos em 2 conforme consta no site do TSE.

O menor patrimônio declarado entre os suplentes é do empresário Fred Jorge Ferreira Melo, no valor de R$ 20 mil referentes a participação na empresa Melo Comercio Alimeticios LTDA, CNPJ 20.193.590/0002-04, cujo capital social é de R$ 20 mil e encontra-se com situação cadastral  baixada desde dezembro de 2016.

No site do TSE, não consta bens declarados dos suplentes Katte Millet, Madalena Silva, Wal Máximo, Ana Maria Guimarães e Islane Tavares.

Da Redação

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