A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (29/10), o projeto do governo federal que reúne medidas de corte de gastos e busca reduzir o déficit de R$ 30 bilhões no orçamento de 2026.
A iniciativa foi aprovada por 286 votos a favor, 146 contrários, uma abstenção e 78 ausências. O texto retoma pontos de uma medida provisória que havia perdido validade no início do mês e pretende equilibrar as contas públicas sem aumento de impostos.
Da bancada do Amazonas, seis dos oito parlamentares votaram a favor da proposta do Planalto. Entre os deputados amazonenses que apoiaram o governo estão Adail Filho e Silas Câmara (Republicanos), Átila Lins e Sidney Leite (PSD), além de Pauderney Avelino e Fausto Santos Jr. (União Brasil).
Amom Mandel (Cidadania) e Alberto Neto (PL) não compareceram à votação.
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Projeto limita benefícios e busca equilíbrio fiscal
O texto aprovado inclui ajustes no Seguro Defeso, controle sobre o auxílio-doença e mudanças na compensação de regimes próprios de previdência. Segundo o governo, o objetivo é conter despesas obrigatórias e abrir espaço para investimentos prioritários em 2026.
O presidente Lula argumenta que o conjunto de medidas faz parte de um esforço mais amplo de responsabilidade fiscal, prometido desde o início de seu mandato. Já partidos da oposição, como o PL e o Psol, votaram majoritariamente contra, alegando que o projeto pode afetar direitos sociais.
A proposta segue agora para o Senado Federal, onde deve enfrentar novos debates sobre o impacto das mudanças. Mesmo com críticas, o governo comemora o avanço da pauta, vista como fundamental para cumprir as metas do Orçamento da União de 2026 e manter estabilidade nas contas públicas.
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