terça-feira, 16 de julho de 2024

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Deputados deixam projetos de lado e debatem decisão de Fachin

Apenas dois projetos de lei foram deliberados. Durante a fala dos parlamentares, convidados para as solenidades da Aleam aguardavam.
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Enquanto projetos se acumulam na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), os deputados dedicaram boa parte da sessão  plenária desta terça-feira (09), para se posicionarem sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pela anulação das condenações ao ex-presidente, Lula. 

Apenas dois projetos foram deliberados hoje. Durante a fala dos parlamentares, convidadas para homenagem ao Dia da Mulher, e o ministro José Barroso Filho, que hoje recebeu o título de cidadão amazonense, aguardavam o início das solenidades.

Quem iniciou os debates, logo no pequeno expediente, foi Wilker Barreto (Podemos). Em defesa da operação Lava Jato, Barreto disse que não podem ser ignoradas as investigações apenas por não ser de competência da Vara de Curitiba.

“Daqui a pouco teremos parlamentares Brasil a fora dizendo que a Lava Jato não existiu e os delitos não existiram”, exclamou Wilker.

Defesa do PT

Em seguida, Sinésio Campos (PT) defendeu a sigla e disse que não poderiam “satanizar” o Partido dos Trabalhadores pelas condenações de alguns. E comemorou a sentença de Fachin, em favor de Lula pois, segundo ele, a Justiça não poderia ser usada para promover políticos, em referência do ex-ministro Sérgio Moro.

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No grande expediente, como prometeu, o parlamentar voltou a falar sobre o assunto e mostrou uma fotografia da época em que Lula presidia a República brasileira e discursava no Amazonas. Na imagem estavam presentes políticos como Eduardo Braga (MDB), Serafim Corrêa (PSB), e Alfredo Nascimento (PL). Ele lembrou que Dermilson Chagas (Podemos), principal aliado de Wilker, era à época, delegado regional do Trabalho, cargo subordinado ao governo federal.

Fausto Junior (PV), por sua vez, ponderou as falas dos parlamentares e pediu confiança às  instituições jurídicas sobre o assunto. “Vamos aguardar a decisão da Justiça”, pediu aos colegas.

O deputado lembrou ainda que Fachin não tirou as condenações aos réus dos processos da Lava Jato, mas o mérito de 13ª Vara de Curitiba. Ele alertou que o perigo da situação é a comprovação de inocência do ex-presidente, mas a insegurança a jurídica do Brasil, caso Sérgio Moro seja “o grande vilão da história”.

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