quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Denunciados por integrantes do próprio partido, Henrique e ex-mulher são alvos da PF

Henrique Oliveira e Adriana Mendonça estão entre os investigados na operação da PF pelo possível crime de Caixa 2 eleitoral. A denuncia teria partido de dentro do Pros.
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Adriana
Na eleição deste ano, Henrique Oliveira (à direita) concorreu ao Governo do Amazonas e Adriana Mendonça (à esquerda) a uma vaga na Câmara dos Deputados. Ambos não foram eleitos (Foto: Reprodução)

O ex-vice-governador do Amazonas, Henrique Oliveira (Podemos) e a sua ex-esposa, Adriana Mendonça (Pros) estão sendo investigados pela Polícia Federal (PF) por suposta prática de crime de caixa 2 eleitoral na eleição deste ano.

Henrique concorreu ao Governo do Amazonas e Adriana a uma vaga na Câmara dos Deputados. Ambos tiveram desempenho eleitoral baixo e não foram eleitos.

Eles foram alvos da Operação ‘Amor Fantasma’, deflagrada pela PF, na manhã desta quarta-feira (30), que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na capital.

De acordo com a PF, entre os investigados estão três empresas, que possuem um mesmo sócio em comum. Um dos alvos foi a agência de comunicação Digital, no conjunto Morada do Sol, no bairro Aleixo, Zona Centro Sul. Além do condomínio Palácio Adrianópolis.

Ao RealTime1, Henrique Oliveira nega ter praticado os supostos crimes, garante que irregularidades também não foram cometidas pela campanha da ex-esposa e afirmou que vai colaborar com as autoridades.

“Estou tranquilo, a Polícia Federal se quiser terá acesso ao meu celular e meus computadores. Afinal, eles não foram na minha casa, apenas no apartamento da Adriana”, diz Henrique.

O ex-vice-governador ainda afirma que os valores destinados pelo partido para campanha estão dentro do permitido pela legislação.

Investigação

A apuração da PF revelou que Adriana recebeu R$ 3 milhões do Partido Republicano da Ordem Social (Pros) e aproximadamente R$ 1,5 milhão foi repassado a tais empresas. A doação para candidatada tornou a sua campanha a mais rica para deputado federal no Amazonas.

Em reportagem do Estadão, Adriana Mendonça foi citada entre as candidaturas ‘fantasmas’ que receberam verba acima da média dos demais concorrentes e praticamente não fizeram campanha.

Candidatos do Pros contestaram o repasse dessa alta quantia do fundo eleitoral a uma única candidata da sigla. Esses filiados do Pros denunciaram a transferência à Justiça Eleitoral e disseram que iam acionar o Ministério Público Eleitoral e à PF, o que pode ter gerado a operação.

Os agentes da PF apreenderam os celulares dos envolvidos, computadores e documentos. O nome da operação é uma alusão à relação conjugal entre os principais investigados.

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