O deputado estadual, Delegado Péricles (PSL), disse que não vai participar da votação para presidir a Comissão Especial que vai deliberar sobre o processo de impeachment do governador do Estado Wilson Lima (PSC) e do vice-governador Carlos Almeida (PTB), mas vai apenas contribuir para o andamento dos trabalhos como membro da Comissão.
A declaração foi dada ao RealTime1, nesta sexta-feira (10), na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). O deputado informou que foi indicado pelo bloco dele a compor a comissão, e que vai colaborar com as ações durante todo o processo.
“Dentro do meu bloco, fui indicado. Irei compor a Comissão de Impeachment. Hoje foi percebido que havia uma irregularidade, um ato inválido, que vai ser corrigido na terça-feira (14), quando daremos continuidade”, disse o parlamentar.
Com relação ao que foi divulgado em portais de notícia, segundo os quais a deputada Alessandra Campelo (MDB), poderia sofrer censura do partido, devido o apoio ao prestado ao governo do Estado, a deputada não se pronunciou.
Alessandra Campelo é cogitada para presidir a Comissão de Impeachment. Ao ser questionada sobre o assunto, a deputada disse à reportagem que o candidato dela para a presidência da Comissão é o deputado estadual Belarmino Lins (PP).
A parlamentar, porém, afirmou que vai reunir com o bloco de parlamentares que compõem a chapa única para definirem o apoio.
Procurado pelo RealTime1 para falar sobre a possível censura que o MDB poderia exercer sobre Alessandra Campelo, o senador Eduardo Braga (MDB) limitou-se a dizer: “Desconheço o assunto”.
Apoio ao processo
O deputado estadual Adjuto Afonso (PDT) disse que não se considera como base aliada ao governo e que, durante o processo de impeachment, vai votar de acordo com as convicções dele.
O parlamentar também disse que os posicionamentos de apoio, ou não, à Wilson Lima (PSC) vão se dar após a apresentação da defesa do governador.
“Quando se instala um impeachment, quem pede tem um fato determinado. E é sobre esse fato que a gente vai se debruçar. Saber se ele tem culpa, se ele não tem. Se ele, por ser ordenador de despesas, foi apenas induzido. Mas saberemos somente quando a Comissão for instalada”, disse o parlamentar.
A reportagem questionou o deputado estadual Dr. Gomes (PSC) sobre a avaliação dele em relação ao rito do processo de impeachament, mas ele preferiu não se pronunciar em relação ao tema.