A inteligência artificial DeepSeek, disponível no Brasil, tem gerado preocupações sobre a privacidade dos usuários devido à coleta e armazenamento de dados pessoais sensíveis.
De acordo com especialistas, o aplicativo retém informações como nome, e-mail, histórico de conversas e até o ritmo de digitação, enviando esses dados para servidores localizados na China.
A empresa afirma que mantém as informações “pelo tempo necessário” para cumprir obrigações legais e contratuais, mas não especifica prazos.
Essas práticas geram discussões sobre a conformidade do DeepSeek com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Especialistas apontam que a plataforma não oferece uma opção clara para que os usuários se oponham ao tratamento de seus dados, nem apresenta uma política de “opt-out”.
A advogada especializada em direito digital, Beatriz Bevilacqua, destaca que o ritmo de digitação coletado pelo aplicativo pode ser classificado como dado biométrico, o que eleva as preocupações sobre a segurança e privacidade dos usuários.
Além das questões internas, o uso de dados pela DeepSeek também atrai críticas internacionais. Autoridades em países como Estados Unidos e Itália questionam o armazenamento e a possibilidade de acesso por parte do governo chinês, refletindo preocupações semelhantes às que levaram ao banimento do TikTok nos EUA.
Embora o aplicativo continue operando no Brasil e em outros países, especialistas sugerem que a DeepSeek poderá ser desafiada a adaptar suas práticas para atender aos regulamentos de proteção de dados e aumentar a transparência em relação ao tratamento das informações dos usuários.
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