quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Debaixo de chuva, manifestantes vão às ruas e pedem impeachment

O ato ocorreu em mais de 300 cidades Brasil afora e é o primeiro encontro para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro após denúncias na CPI da Covid.
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Centenas de manifestantes caminharam pelas ruas do Centro de Manaus, da Praça da Saudade em direção ao Teatro Amazonas, na tarde deste sábado (03), para protestar contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Esse é o primeiro ato que ocorreu após denúncias de superfaturamento nos contratos das vacinas Covaxin e Astrazeneca e a pauta do não poderia ser outra: o combate à corrupção.

Debaixo de chuva, cidadãos como a professora e presidente do Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA), Ana Lucia Gomes pediam o impeachment de Bolsonaro e denunciavam cortes para educação que ameaçam fechar universidades em todo o país.

“A gente está aqui neste ato, porque a gente discorda deste governo. É um governo que nega a ciência, desrespeita o meio ambiente, desrespeita a vida de brasileiros, um governo corrupto que disse que vinha fazer tudo diferente e está fazendo tudo do mesmo jeito, na verdade muito pior. É um governo genocida que não liga para a vida das pessoas. Então nós acabamos que é o momento da gente dar um basta porque os brasileiros precisam levar a sua vida adiante. Esse momento é um momento de luta, é um momento de resistência a tudo isso quem está aí”, indicou a professora.

Os representantes de sindicatos como o vice-presidente da Força Sindica, Washington Luiz, também compareceram ao local. Para ele, o ato que lhe causa maior revolta com o governo atual é o descaso com a vida e a inércia no combate à pandemia da Covid-19. Washington lembrou também dos recentes ataques à jornalistas protagonizados por Bolsonaro e destacou que todos os alvos foram jornalistas mulheres.

“Nós estamos tratando de vida. Ele ainda fica tirando sarro dos familiares que perderam os seus parentes e amigo quando ele diz deixa de frescura, ‘mi mi mi’, parem de chorar. Isso é uma afronta”, reforça o sindicalista.

“Ele é tão covarde que só agride as mulheres. Eu não vejo ele agredir um homem jornalista. Nessa questão de mulher o Bolsonaro Nunca foi chegado. Já falou milhares de palavras de baixo calão denegrindo a imagem da mulher brasileiro. Quando era deputado federal tudo que caia na Câmara para beneficiar mulher ele votava contra”, completou Luiz.

Esse é o terceiro ato organizado pela oposição ao governo Bolsonaro, a provável data para um novo ato já foi adiantada e deverá ocorrer no dia 24 de julho.

Texto: redação

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