domingo, 14 de julho de 2024

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MOBILIDADE

De costas para o rio, Manaus privilegia automóveis e esquece barcos

Estudo sobre mobilidade em Manaus mostra prioridade à infraestrutura viária para veículos terrestres.
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automóveis
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Cercada por águas, a capital manauara “ainda é uma cidade para os automóveis”, segundo o coordenador do “Estudo Mobilize 2022” em Manaus, o historiador e mestre em Planejamento do Desenvolvimento Leonard Jeferson Barbosa.

O estudo, publicado pela plataforma “Mobilize Brasil”, conclui que, de costas para os seus rios e com pouco estímulo à mobilidade ativa (a pé ou bicicleta), a capital do Amazonas tem priorizado ao longo dos anos investimentos na infraestrutura viária para veículos terrestres.

O texto relembra que, na sua origem, Manaus contava com serviços prestados por pequenas catraias para que os moradores pudessem cruzar os cursos d’água. Mas que, a partir dos anos 1950, quando os bondes elétricos foram substituídos por ônibus coletivos, a cidade “espraiou-se por seu território graças à expansão do sistema viário dedicado aos veículos sobre pneus” – processo que foi intensificado a partir dos anos 1970, após a criação da Zona Franca, quando a cidade viu sua população crescer de 174 mil habitantes em 1967, para 1,4 milhão em 2002.

De acordo com o estudo, nesse período, o município se limitou a expandir o sistema viário, “privilegiando o transporte motorizado particular”. “[…] o primeiro corredor exclusivo de ônibus de Manaus só viria a iniciar sua operação no início dos anos 2000”, observa.

Limitações para o aquaviário são legais, diz IMMU

O vice-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana de Manaus (IMMU), Alexandre Frederico, conversou com o pesquisador e justificou a falta de investimento na mobilidade aquaviária por limitações legais.

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“Existe uma concepção de projeto para o transporte hidroviário para atender a orla do Rio Negro, passando pelo centro de Manaus. Mas, para que esse modal seja implementado, há necessidade de a Câmara Municipal aprovar uma lei, que posteriormente deverá ser regulamentada, para só então a Prefeitura poder dispor de recursos próprios do seu orçamento”, disse Frederico.

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