quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Inflação: ficou mais caro construir no Amazonas em março

O aumento é resultado de diversos fatores, como a alta nos preços de materiais como aço, cimento e madeira, além dos custos de transporte na região, mostra o IBGE.
COMPARTILHE
Obras (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Ficou mais caro construir no Amazonas, em março, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Os custos da construção civil subiram 0,27%.

Somando os três primeiros meses de 2023, a variação percentual alcançou 2,82% de alta.

O custo médio da construção civil no Estado chegou a R$1.726,21, em março, representando o 11° mais alto do ranking das unidades da federação, enquanto o custo médio da mão de obra alcançou o 18º no ranking.

Enquanto a mão de obra, de R$ 623,37, apresentou estabilidade, o preço dos materiais de construção subiu para R$ 1.102,84, o que impactou na alta dos custos por m² da construção em março.

O aumento é resultado de diversos fatores, segundo o IBGE. Entre eles, a alta nos preços de materiais como aço, cimento, madeira e vidro.

A alta também se deve à subida nos custos de transporte na região. Por exemplo, o aumento nos preços da gasolina e do diesel afeta o setor da construção, encarecendo a logística e, consequentemente, os preços dos materiais utilizados nas obras.

Custos dos projetos

A pesquisa também apresenta o custo de projeto, por tipo de projeto e também por padrão de acabamento.

No Amazonas, em março, um projeto em um prédio residencial, no térreo, com cinco pavimentos, teve custo médio de R$ 1.485,88, com padrão de acabamento normal.

A casa popular de um quarto chegou ao custo médio de R$ 2.180,63; de dois quartos, custo de R$ 2.006,85; e uma casa residencial completa com dois quartos, custo médio de R$ 1.985,71.

Diante desse cenário, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (SINDUSCON-AM), Frank Souza, afirma que “o mercado está recessivo, com baixa de venda de materiais pela alta dos preços, assim como a instabilidade econômica, que também influencia no setor”.

Conforme Frank Souza, algumas medidas adotadas foram a busca por materiais alternativos, a otimização do uso de energia elétrica, a contratação de mão de obra mais especializada e a adoção de tecnologias que otimizem o processo de construção.


“Realmente os preços dos materiais é o que tem puxado o setor. A mão de obra representa somente 38% de custo, enquanto os materiais chegam a 62%. Isso com certeza causou desequilíbrio no mercado. Ainda assim, o preço do m² no Amazonas é menor do que em outras capitais, que tem logística bem mais dificultosa e cara. “, disse o presidente do SINDUSCON-AM.

Entretanto, a situação de aumento reflete diretamente no valor final dos imóveis, tornando-os mais caros para os consumidores finais.

Além disso, a inflação nos preços dos materiais de construção pode afetar a qualidade das obras, uma vez que se torna necessária a substituição dos materiais por opções mais baratas, podendo comprometer a segurança e durabilidade das construções.

Ana Patrícia Dias, do RealTime1

Leia Mais:

COMPARTILHE