O Partido dos Trabalhadores (PT) voltou a protagonizar uma eleição interna marcada por confusão, denúncias e pedidos de impugnação.
No Amazonas, a disputa entre o deputado estadual Sinésio Campos e o vereador José Ricardo Wendling acirrou os ânimos entre as correntes do partido e levantou suspeitas sobre a lisura do processo.
A votação, realizada em quatro zonais, foi encerrada às 17h, com apuração manual iniciada logo em seguida.
No entanto, representantes da chapa de José Ricardo pediram a impugnação dos votos da Zonal 2, que abrange a zona Leste de Manaus. A alegação é de que pessoas não habilitadas, ou seja, fora da lista oficial de filiados aptos, teriam votado.
A expectativa era de que o resultado fosse divulgado até às 22h, mas a contestação assim como aconteceu em Minas Gerais vai atrasar o anúncio e prolongar a tensão até às 14h desta segunda-feira (7/7).
Sinésio tenta a reeleição com o apoio de aliados no interior, enquanto José Ricardo aposta em uma campanha de renovação, com base nas zonas urbanas e movimentos sociais.
O resultado definirá os rumos do PT no Amazonas para os próximos anos e deverá influenciar alianças em 2026.
Eleição nacional do PT sem definição
A indefinição também atinge o plano nacional do PT. A eleição do novo presidente nacional permanece sem conclusão por conta do impasse em Minas Gerais, onde a Justiça determinou a inclusão da deputada federal Dandara Tonantzin na disputa estadual.
O partido alegou que não havia tempo hábil para incluir a parlamentar nas cédulas já distribuídas e, por isso, adiou toda a votação no estado — em níveis municipal, estadual e nacional.
A decisão compromete a consolidação dos dados necessários para concluir o processo eleitoral em todo o país, já que os votos de Minas influenciam diretamente no resultado nacional.
A direção nacional, que considera a judicialização do processo um “equívoco”, ainda não definiu uma nova data para a eleição em Minas.
Uma reunião extraordinária foi convocada para esta segunda-feira para discutir os efeitos da decisão judicial e avaliar os próximos passos. Enquanto isso, o PT segue com seu comando nacional indefinido.
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