quinta-feira, 24 de setembro de 2026

CPI ouve empresário que tentou vender vacinas por preço superfaturado

Emanuel Catori negociava, com o apoio do deputado Ricardo Barros (PP/PR), a venda da vacina Convidecia por preços muito superiores aos pagos pela Pfizer e Coronavac.
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CPI vacina

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 ouvirá, nesta terça-feira (24), o dono da Belcher Farmacêutica, Emanuel Catori, que tentou vender vacinas por preços superfaturados ao Ministério da Saúde a partir da intermediação do líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara Federal, deputado Ricardo Barros (PP/PR). A Belcher Farmacêutica está localizada em Maringá, município que é a base política de Barros.

O requerimento de convocação de Catori é do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Ele justifica que o depoimento do empresário é importante para esclarecer a venda da vacina chinesa Convidecia, do laboratório CanSino, por intermediação da Belcher Farmacêutica. A dose era negociada por um valor 70% acima do estipulado para a Coronavac e a Pfizer.

O líder do governo na Câmara dos Deputados,  Ricardo Barros (PP-PR), é suspeito de facilitar os contratos da Belcher com o Ministério da Saúde.  No depoimento de Barros à CPI, no último dia 12, o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), expôs fotos do parlamentar ao lado de representantes da empresa. Ricardo Barros negou as supostas irregularidades e disse que a foto é de quando foi ministro da Saúde.

Texto: Gerson Severo Dantas, com informações do Congresso em Foco

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