A CPI do Crime Organizado foi oficialmente instalada nesta terça-feira (4/11) no Senado Federal, após meses de impasse sobre a composição de seus integrantes.
O colegiado terá a missão de investigar a atuação de facções criminosas e milícias em todo o país, além de propor medidas de combate e prevenção.
O senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito presidente da comissão por 6 votos a 5, em uma disputa apertada entre governistas e oposição.
A base aliada do governo indicou Contarato, enquanto os opositores defenderam o nome do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que acabou sendo escolhido como vice-presidente por aclamação após a votação.
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A relatoria da CPI ficou com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), responsável por articular o pedido de criação da comissão. Delegado da Polícia Civil por mais de 20 anos, Vieira terá a função de conduzir as investigações e elaborar o relatório final.
Comissão investigará o “modus operandi” das facções
A CPI, que terá prazo de 120 dias e orçamento de R$ 30 mil, foi criada em junho, mas só começou a funcionar após a megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 100 mortos, reacendendo o debate sobre a expansão das milícias e o controle do crime organizado nas comunidades.
Contarato, delegado da Polícia Civil por 27 anos e ex-líder da bancada do PT, defende o fortalecimento das políticas de segurança e a punição rigorosa a crimes de grande impacto social.
Já Mourão, general da reserva e ex-vice-presidente da República, promete contribuir com a experiência militar para o debate sobre inteligência e repressão ao crime organizado.
A CPI deve focar em mapear a estrutura financeira, política e territorial das organizações criminosas, propondo medidas mais eficazes de enfrentamento e investigação.
O relatório final que será elaborado por Vieira deverá identificar falhas do Estado e propor soluções concretas para reduzir a influência do crime organizado no país.
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