O ex-superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Coronel Menezes, publicou em suas redes sociais a mensagem encaminhada por Jair Bolsonaro, em 26 de junho de 2022, em que o ex-presidente divulga fake news sobre urnas eletrônicas e pesquisas eleitorais.
No texto, enviado em um grupo de WhatsApp em que estava o empresário Meyer Nigri (Tecnisa), Bolsonaro deu ordem para que a mensagem com desinformação fosse repassada ao máximo.
A mensagem foi encontrada pela Polícia Federal (PF) no celular do empresário.
A jornalista Daniela Lima, da GloboNews e G1, foi quem informou inicialmente a postagem de Menezes em seu blog.
Segundo ela, a partir de levantamento de dados feito pelo professor da USP e colunista do Globo Pablo Ortellado, o texto com ataques às instituições “foi replicado por um candidato ao Senado pelo PL do Amazonas que frequentava acampamento golpista no Estado”. “Ele não se elegeu”, observa o texto, que cita indiretamente Menezes, segundo colocado na eleição para o Senado no Amazonas, ano passado.
O RealTime1 localizou a publicação de Menezes no Facebook. Acompanhado de um vídeo em que aparece o ministro Luís Roberto Barroso – então presidente do TSE, também enviado por Bolsonaro, texto foi publicado na página de Menezes às 10h11, na hora local, um minuto depois de ter sido publicado no grupo. Veja:

À Folha de S. Paulo e à CNN Brasil, Jair Bolsonaro confirmou que enviou a mensagem ao grupo.
“Não ataquei o ministro Barroso ou o estado democrático de direito”, declarou Bolsonaro ao canal de notícias. “Eu mandei para o Meyer, qual o problema?”, disse o ex-presidente ao jornal.
Por conta da mensagem, Bolsonaro foi intimado pela PF para dar esclarecimentos.
A mensagem consta em recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nela, o ministro determinou o arquivamento de investigação contra seis empresários bolsonaristas que “planejavam”, em grupo de WhatsApp, dar um golpe em caso de vitória de Lula (PT) nas eleições de 2022, por ausência de justa causa.
Contudo, o magistrado manteve as apurações sobre Meyer Nigri, da Tecnisa, e Luciano Hang, da Havan.
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