O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou ter pedido ao Ministério da Saúde (MS) a retirada imediata do ar do aplicativo “TrateCov” e identificado diversas inconsistências na plataforma. O Conselho Regional de Medicina do Amazonas disse apenas que segue as diretrizes do CFM.
A ferramenta do MS, lançada em Manaus para agilizar o atendimento e o diagnóstico rápido da Covid-19, sugere “tratamento precoce” e recomenda o uso de cloroquina, ivermectina e outros remédios, sem eficácia comprovada, após paciente relatar sintomas da doença viral.
O aplicativo está indisponível no momento, em razão da repercussão negativa da ferramenta que receita o “kit-Covid”.
De acordo com o conselho federal, a plataforma “induz à automedicação e à interferência na autonomia dos médicos, assegura a validação de drogas que não contam com esse reconhecimento internacional e não preserva adequadamente o sigilo das informações”.
O aplicativo também não deixa clara a finalidade do uso dos dados preenchidos pelos médicos e permite que seja alimentado por profissionais não médicos, conforme a nota.
O MS diz que a Prefeitura de Manaus habilitou 342 médicos no TrateCov que sugere opções terapêuticas disponíveis na literatura científica atualizada, sugerindo a prescrição de medicamentos.
Da redação