O sucesso do Pix tem atraído não apenas novos adeptos, mas também a atenção de golpistas. A Federação Nacional dos Bancos (Febraban) vem alertando sobre o aumento das tentativas de golpes e fraudes que exploram a popularidade desse sistema.
As abordagens mais comuns envolvem ligações, e-mails, SMS e mensagens em aplicativos, usadas para atrair as vítimas e induzi-las a realizar transferências.
Criminosos têm se aproveitado do crescimento das soluções digitais para aplicar golpes, utilizando técnicas de engenharia social que manipulam psicologicamente os usuários para obter informações confidenciais ou realizar transações em favor das quadrilhas.
A seguir, listamos os seis golpes mais frequentes envolvendo o Pix no país.
Golpe do 0800
Os golpistas enviam mensagens informando sobre uma transação suspeita e pedem para a vítima ligar para um número 0800. Na suposta central de atendimento, a vítima é orientada a fornecer dados pessoais ou realizar uma transação para cancelar a falsa operação.
Como evitar: Bancos nunca solicitam senhas, tokens, dados pessoais, estornos, transferências ou pagamentos por telefone. Nunca ligue para números recebidos por mensagens. Use sempre os canais oficiais do banco ou entre em contato com seu gerente.
Golpe da Tarefa
Criminosos oferecem dinheiro rápido por tarefas simples na internet, como curtir fotos e seguir contas. Após alguns depósitos baixos, pedem uma transferência para continuar a ação e então bloqueiam a vítima.
Como evitar: Desconfie de propostas de trabalho com promessas exageradas de lucro fácil. Nunca faça transações para garantir uma oportunidade.
Golpe da clonagem do WhatsApp
O fraudador se passa por uma empresa onde a vítima tem cadastro e solicita um código de segurança enviado por SMS. Com o código, clonam a conta de WhatsApp e pedem dinheiro aos contatos da vítima.
Como evitar: Nunca informe o código de segurança do aplicativo e ative a verificação em duas etapas no WhatsApp da seguinte forma:
- No iOS: configurações > conta > confirmação em duas etapas > Ativar > Crie uma senha PIN de 6 dígitos.
- No Android: ajustes > conta > confirmação em duas etapas > ativar.
Golpe da engenharia social
O golpista usa a foto e os contatos da vítima para enviar mensagens a amigos e familiares, alegando uma emergência e solicitando transferências.
Como evitar: Evite expor dados e números de telefone em redes sociais. Certifique-se da identidade de quem envia mensagens pedindo dinheiro, utilizando outro meio de comunicação.
Golpe do Phishing
Criminosos enviam e-mails ou mensagens em redes sociais com links maliciosos que direcionam a páginas falsas, onde coletam senhas e dados pessoais. Essa prática também é comum nas redes sociais para induzir o clique em links maliciosos.
Como evitar: Verifique o endereço da página no navegador. Nunca clique em links ou abra anexos de remetentes desconhecidos. Digite o endereço oficial da página diretamente no navegador.
Golpe do acesso remoto
O fraudador se passa por funcionário do banco e pede para a vítima instalar um aplicativo para resolver um problema. O software permite acesso remoto ao celular da vítima.
Como evitar: Nunca instale aplicativos a pedido de supostos funcionários do banco. Instituições financeiras não utilizam essa abordagem.
Recomendações Gerais
A Febraban ressalta que as instituições financeiras não utilizam esses tipos de abordagem e recomenda que os clientes nunca instalem aplicativos em seus celulares para supostas regularizações na conta.
É crucial ter cuidado com ligações de estranhos, pedidos de dinheiro, mensagens por e-mail, SMS e aplicativos, promoções tentadoras com produtos muito baratos e promessas de ganho fácil.
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