Com os presidentes da Câmara e do Senado fora do país, o Congresso Nacional terá mais uma semana esvaziada, sem votações e com poucas atividades nas comissões. O chamado “recesso branco” ganhou força com as viagens internacionais de deputados e senadores.
Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, está nos Estados Unidos, onde participará de um fórum com empresários em Nova York. No mesmo evento, são esperados o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e líderes de partidos como PL, PP e MDB.
Enquanto isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acompanha o presidente Lula (PT) em viagem oficial à China. A comitiva presidencial já passou pela Rússia e inclui ainda parlamentares da base governista.
A justificativa para a pausa informal nas atividades do Congresso é o esforço feito na semana anterior para aprovar medidas polêmicas, como o aumento no número de deputados e a tentativa de barrar uma ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), decisão que foi revertida pelo STF.
Com o esvaziamento das atividades do Congresso, o projeto que põe fim à reeleição de prefeitos, governadores e presidente deverá ser novamente adiado para próxima semana.
Nesse tempo, o governo tentará estreitar laços com o Congresso e, especialmente, com Alcolumbre, em meio à pressão da oposição pela criação de uma CPI para investigar fraudes no INSS. O escândalo já resultou na saída do então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), e na demissão do presidente do instituto, Alessandro Stefanutto.
O que ainda pode movimentar o Congresso, é a possibilidade do novo ministro, Wolney Queiroz (PDT), ser ouvido no Senado nesta quinta-feira (15/5), caso a agenda seja confirmada.
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