quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Confederação do Comércio estima queda de 2,2% nas vendas de Páscoa

Caso previsão se confirme, será o menor faturamento para o período em 13 anos. Variação do dólar, que subiu 23% entre a Páscoa de 2020 e a deste ano, explica a expectativa.
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ovos de páscoa
(Foto: Divulgação)

A expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para a Páscoa de 2021 é de queda nas vendas de 2,2%, em comparação à mesma data do ano passado, que foi considerada muito ruim, com retração de 28,7%. A data deve movimentar no varejo do país R$ 1,62 bilhão.

“Se confirmada essa expectativa, vai ser o menor faturamento em 13 anos. Desde 2008 que o faturamento do varejo com a Páscoa não é tão pequeno como esse que a gente está esperando”, disse o economista senior da CNC, Fabio Bentes.

As estatísticas mostram que o movimento de vendas da Páscoa é crescente ano a ano até 2019, com pequenas oscilações, e despenca em 2020. O faturamento caiu de R$ 2,33 bilhões, em 2019, para R$ 1,66 bilhão, no ano seguinte.

A variação do dólar, que subiu 23% entre a Páscoa de 2020 e a deste ano, explica a expectativa negativa para o período, que é considerado a sexta data comemorativa mais importante para o comércio varejista brasileiro, depois do Natal, Dia das Mães, Dia dos País, Dia das Crianças e Black Friday.

“O dólar ficou 23% mais caro”. E como a Páscoa envolve produtos importados ou insumos importados, significa que ou o varejo importava esses produtos e aumentava o preço, ou não importava, argumentou Fabio Bentes. “E a opção que o varejo fez foi reduzir as importações este ano, porque o consumidor brasileiro não aguenta um aumento expressivo de preços, ainda mais para itens não essenciais como esses”.

Queda nas importações

Com isso, a importação de chocolates, por exemplo, somou 3 mil toneladas em 2021, a menor quantidade desde 2013. O mesmo aconteceu com o bacalhau, cuja importação totalizou 2,2 mil toneladas, menor patamar desde 2009, segundo a CNC.

O economista comentou que “o varejo não apostou na Páscoa deste ano porque percebia que a situação da economia e as conjunções de consumo não iam bem. Isso explica a opção por não importar, em vez de promover reajuste de preços muito acima da média”. A previsão da CNC para o carro-chefe da Páscoa, que são os chocolates, é de alta no preço de 7%, de modo geral.

Bentes destacou que a queda de 2,2%, prevista para a Páscoa de 2021, não pode ser analisada isoladamente. Ela tem que ser contextualizada, levando em consideração o estrago provocado pela crise do ano passado nessa data comemorativa, em decorrência da pandemia de covid-19. “Então, uma queda de 2,2% em cima de uma queda de 28%, a gente está falando de retração de 30% em relação ao que o varejo vendia em 2019”, observou.

No Amazonas previsão é de crescimento

Ao contrário da projeção em âmbito nacional, os supermercados do Amazonas estimam alta de 4% nas vendas do período de Páscoa neste ano. A previsão é do vice-presidente da Associação Amazonense de Supermercados (Amase), Ralph Assayag.

Segundo ele, os estabelecimentos comerciais do estados disponibilizaram 28 toneladas de chocolates para este ano, entre ovos de Páscoa e tabletes. A quantidade é a mesma do ano passado.

A previsão de alta acontece, principalmente, devido à baixa base de comparação, uma vez que, no ano passado, o período da Páscoa coincidiu com o fechamento do comércio local, por conta da primeira onda da pandemia de Covid-19.

Fonte: Agência Brasil

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