A Potássio do Brasil recebeu três Licenças de Instalação (LI) para o Projeto Autazes. Estes documentos abrangem a construção do porto fluvial às margens do Rio Madeira, o terminal de embarque e os dois poços de captação de água potável necessários para o projeto.
As autorizações, concedidas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), é o primeiro passo para o início das obras do complexo voltado para a exploração de cloreto de potássio na região. Este empreendimento está localizado a 112 km de Manaus e promete trazer impactos significativos para a economia local e nacional.
O destaque do projeto é o porto a ser construído, que se prevê ser maior que os portos do Arco Norte (Itacoatiara, Vila do Conde e Santarém), os quais são pontos de entrada de fertilizantes importados na Bacia do Amazonas.

Estes portos, juntos, recebem cerca de 1,7 milhões de toneladas em dois ou três portos. No entanto, o porto da Potássio do Brasil na Vila de Urucurituba, em Autazes, está projetado para encaminhar 2,2 milhões de toneladas, ultrapassando a capacidade dos portos atuais.
Com um investimento estimado em US$ 2,5 bilhões, o projeto terá uma capacidade de produção anual de 2,2 milhões de toneladas de cloreto de potássio, correspondendo a cerca de 20% do volume consumido no Brasil.
Construções dos poços
A fase de construção dos poços de acesso ao minério e da planta de beneficiamento promete gerar em média 2.600 empregos diretos, enquanto na fase de operação, com duração prevista para mais de 23 anos, planeja-se a abertura de cerca de 1.300 postos de trabalho diretos e 14.000 indiretos.
O governador do Amazonas, Wilson Lima, entregou o documento de autorização para início das obras de instalação da mina ao presidente da empresa, Adriano Espeschit, no dia 8 de abril.
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