sábado, 3 de outubro de 2026
MEIO AMBIENTE

Com R$ 4,3 bilhões, Fundo Amazônia tem quase metade dos projetos em atraso

Além dos programas em execução, o Fundo Amazônia tem uma fila de 56 projetos solicitando verba.
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Fundo Amazônia
(Foto: Sébastien Goldberg/Unsplash)

De acordo com levantamento realizado pelo UOL, quase metade dos 40 projetos atualmente financiados pelo Fundo Amazônia está atrasada. São 18 projetos que extrapolaram o prazo de conclusão, alguns em andamento há mais de uma década.

A previsão de conclusão dos programas era de dois a cinco anos, mas alguns tiveram o prazo estendido para mais de oito anos e ainda assim não foram terminados.

Dos 40 atuais projetos financiados pelo Fundo, cinco foram iniciados na atual gestão do presidente Lula, enquanto os 35 restantes datam de antes de 2019.

O BNDES, responsável pela administração do Fundo, atribui os atrasos à pandemia e ressalta que um projeto só é considerado concluído quando todas as etapas da prestação de contas são finalizadas.

Sete dos projetos em atraso são conduzidos por governos estaduais:

  • Mato Grosso (2);
  • Amazonas (1);
  • Ceará (1);
  • Espírito Santo (1);
  • Maranhão (1);
  • Rondônia (1)

Todos os demais são geridos por organizações não governamentais.

De acordo com o levantamento, o projeto em atraso no Amazonas se refere à implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que busca mapear e registrar todas as propriedades rurais no Estado.

Desde sua criação, durante o segundo mandato do presidente Lula, em 2008, o Fundo Amazônia apoiou 107 projetos, dos quais 67 foram concluídos. Desde o início do atual governo, o Fundo captou R$ 740 milhões de países doadores como Reino Unido, Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Japão.

Além dos programas em execução, o Fundo Amazônia tem uma fila de 56 projetos solicitando verba. Segundo o BNDES, são 46 projetos na fase inicial, de consulta, e outros 10 na etapa de análise, que é a última fase antes da aprovação.

Olhando para o futuro, dos R$ 4,3 bilhões disponíveis no Fundo, uma parcela significativa já está comprometida.

Iniciativas como o Restaura Amazônia e o Amazônia na Escola receberão investimentos para restaurar áreas desmatadas e fornecer alimentação sustentável para estudantes, respectivamente.

Além disso, o Fundo planeja alocar recursos para fortalecer os estados amazônicos no combate aos incêndios florestais e na fiscalização ambiental.

O levantamento completo do UOL pode ser visto AQUI.

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