A diretoria de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) definiu que até o final deste mês iniciará as obras de dragagem em cinco trechos de rios do Amazonas e cujas obras já foram licenciadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
As licenças foram emitidas em maio e fazem parte das ações do Governo do Amazonas para mitigar os efeitos de uma – cada vez mais provável – seca recorde de rios no Estado. As obras vão permitir o transporte de insumos que o Polo Industrial de Manaus adquire em países da Ásia bem como a comercialização dos produtos acabados nas regiões consumidoras do País
Os trechos licenciados pelo Ipaam estão entre Manaus e o município de Itacoatiara, no rio Amazonas; Codajás e Coari, no rio Solimões, e dois trechos do mesmo rio entre Tabatinga e São Paulo de Olivença e Tabatinga e Benjamin Constant. Falta a licença para o trecho do rio Madeira entre Manicoré o Estado de Rondônia, o primeiro ponto crítico identificado pela equipe de levantamentos batimétricos da Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia (Proa).
A batimetria é uma técnica dedicada ao mapeamento das profundezas aquáticas em oceanos, mares, lagos e rios, realizada por equipamentos como sonares e ecossondas. Essa
As obras de dragagem deste cinco trechos foram anunciadas pelo diretor de Infraestrutura Aquaviária, Erick Moura, em evento realizado no início de maio no município de Parintins. Conforme o executivo serão mais de R$ 1 bilhão investidos em contratos para dragagem destes trechos, que inclui áreas críticas para a economia do Polo Industrial de Manaus (PIM), como a costa do Tabocal e a foz do rio Madeira, em Itacoatiara, por onde passa os insumos trazidos da Ásia e boa parte dos produtos feitos em Manaus para distribuição em todo o País.
Dragagem e revitalização de instalações portuárias
Além das obras, Eric Moura destacou o investimento do Dnit em Instalações Portuária de Pequeno Porte (IP4), os portos de municípios. Segundo ele são quatro obras de IP4 em andamento, sendo as principais em Itacoatiara e Humaitá, e duas já entregues (Envira e Barcelos).
Em Humaitá já foram realizadas a desmontagem da IP4 e seus componentes foram encaminhados para o Estaleiro São João, em Manaus, onde estão sendo realizados os reparos. Com um aporte financeiro de aproximadamente R$ 11,5 milhões, os resultados já são visíveis: o flutuante principal recebeu uma camada inicial de tinta nas novas chapas; o flutuante 2, anteriormente imerso, está próximo da conclusão em 95%; e os demais flutuantes estão em estágios avançados de finalização, com a produção de novas poitas (dispositivos de ancoragem) em andamento.
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