Cinco candidatas foram eleitas para a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) mantendo, em 2023, o nível de representatividade da legislatura anterior.
A partir do dia 1º de janeiro, a bancada feminina da Aleam é composta por Joana Darc (União Brasil), Alessandra Campêlo (PSC), Mayra Dias (Avante), Débora Menezes (PL) e Dra. Mayara (Republicanos).
Entram as novatas Mayra Dias, primeira-dama de Parintins e Débora Menezes, saem as veteranas, Nejmi Aziz (PSD) e Professora Therezinha Ruiz (PL).
Joana Darc foi a mais votada entre as mulheres disputando a liderança do pleito com o presidente da Aleam, Roberto Cidade (UB), alternando o topo da lista por várias vezes durante a apuração.
Mayra Dias, que é empresária, estreante nas urnas e ex-miss Amazonas, surpreendeu pela conquista da vaga. Débora Menezes também é estreante e teve sua campanha atrelada ao pai, Alfredo Menezes que buscava o senado, ambos pelo partido do presidente Jair Bolsonaro.
Foram 149 candidaturas de mulheres disputando uma vaga na Assembleia, mas a bandeira da representatividade feminina ainda não sensibilizou o eleitor do Amazonas para o equilíbrio entre gêneros no parlamento estadual.
São cinco vagas entre 24 cadeiras, o que corresponde 20,8% de presença feminina nos debates e deliberações sobre as leis que regem o Estado e a fiscalização da administração pública.
Ainda assim, o resultado é melhor do que na Câmara Federal que teve 64 candidaturas de mulheres para as oito cadeiras a que o Amazonas tem direito. No entanto, apenas candidatos homens foram eleitos.
Estas eleições tiveram regras que tinham objetivo de estimular as candidaturas femininas. Os votos dados a mulheres e pessoas negras passaram a contar em dobro para a distribuição de recursos do Fundo Eleitoral entre os partidos políticos.
Os partidos também tiveram que indicar mulheres para 30% das candidaturas.
Texto: Emerson Medina
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