quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CNJ escolhe Justiça do Amazonas para projeto-piloto nacional contra violência de gênero

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Ministro Mauro Campbell Marques anuncia acordo de cooperação técnica durante sessão do CNJ.
O ministro Mauro Campbell Marques participa da sessão do CNJ em que foi anunciado o acordo de cooperação técnica que terá o Amazonas como projeto-piloto. Na cena, ele aparece diante de um computador, enquanto o presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, conduz a sessão

O Conselho Nacional de Justiça formalizou acordo de cooperação técnica com a Justiça do Amazonas para consolidar uma política nacional de enfrentamento à violência contra a mulher.

O TJAM desenvolverá o projeto-piloto, que será posteriormente adotado por outros tribunais do país.

O acordo foi anunciado durante sessão ordinária do CNJ. O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, afirmou que a iniciativa busca organizar procedimentos, qualificar atendimentos e ampliar o acompanhamento institucional dos casos de violência de gênero.

Ele mencionou que cerca de 3,5 milhões de mulheres no Brasil já sofreram violência doméstica e familiar.

Mauro Campbell citou ainda a aprovação, pelo Senado, do projeto de lei que criminaliza a misoginia ao equipará-la ao crime de racismo.

Ele destacou que o sistema de Justiça tem recebido denúncias frequentes relacionadas a falhas na aplicação do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero, o que reforça a necessidade de padronização.

Rotinas, indicadores e ferramentas

O ministro informou que o projeto-piloto no Amazonas estruturará rotinas, indicadores e ferramentas que permitirão a futura expansão da política nacional.

Entre as ações previstas estão o reforço da rede de proteção, a melhoria na coleta e análise de dados e a capacitação contínua de magistrados e servidores.

Ao anunciar o acordo, Mauro Campbell agradeceu a colaboração do Tribunal de Justiça do Amazonas, citando o presidente Jomar Fernandes, o corregedor-geral José Hamilton Saraiva dos Santos e o juiz-corregedor auxiliar Igor Campagnolli. Ele destacou também o trabalho técnico conduzido no CNJ pela juíza-auxiliar Roberta Ferme.

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O acordo regulamenta protocolos específicos de atendimento às vítimas e define procedimentos para casos envolvendo magistrados, servidores, notários e registradores.

As medidas seguem parâmetros estabelecidos no Provimento nº 201/2025. As denúncias serão recebidas pelos canais previstos pelo CNJ e pelo TJAM.

A iniciativa prevê ainda a criação de um sistema de acompanhamento das representações relacionadas à violência contra a mulher.

O modelo utilizará um painel de Business Intelligence com dados atualizados e indicadores definidos em conjunto com a Corregedoria Nacional.

O acesso ao painel ou às extrações periódicas seguirá regras da Lei Geral de Proteção de Dados.

Também serão realizadas capacitações contínuas voltadas a magistrados, servidores e equipes envolvidas na execução da política.

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