quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Circulação de dinheiro em espécie cai 10,4% neste ano; uso de Pix sobe

Em números reais, foram R$ 40 bilhões em espécie que deixaram de circular, segundo dados do Banco Central. Por mês, Pix movimenta cerca de R$ 550 bilhões em transações.
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Pix
Foto: Marcello Casal/JrAgência Brasil

Quase um ano depois do seu lançamento, o Pix fez com que R$ 40 bilhões em espécie deixassem de circular no Brasil de janeiro a outubro deste ano. A queda foi de 10,5% em comparação com o final do ano passado, segundo dados do Banco Central (BC) do Brasil.

O sistema de pagamento instantâneo da entidade monetária foi inaugurado oficialmente em 16 de novembro de 2020. Entre pessoas físicas e jurídicas, ele já tem quase 350 milhões de chaves individuais ativas. Cerca de um bilhão de transações movimentam mais de R$ 550 bilhões por mês.

Outros meios de pagamento

As transações via TED e DOC ou cheque caíram quase pela metade de janeiro a outubro deste ano. Foram de R$ 192 milhões para R$ 94 milhões no caso das TEDs, e de R$ 45 milhões para R$ 25 milhões no caso de DOCs ou cheques.

Já a impressão de papel-moeda chegou a saltar 48,2% de setembro de 2019 a agosto de 2020. A alta foi devido ao pagamento do Auxílio Emergencial, no valor de R$ 600 mensais para quase 68 milhões de pessoas.

No momento, com a ajuda do Pix e com a mudança de hábitos impulsionada pela pandemia —mesmo com o pagamento de auxílios pelo governo—, o movimento vai para o lado contrário. Foi registrada redução de 7,1% no dinheiro físico nos 12 meses até outubro deste ano.

Em nota, o BC informou que o uso do papel-moeda em 2021 está retornando ao padrão histórico depois de um 2020 atípico, em meio à pandemia de covid-19. Segundo o órgão, não há estudos que correlacionem a queda do uso de papel moeda com o aumento do uso do Pix.

Com informações do Poder 360

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