quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Cigás

Cigás pede suspeição de juíza que autorizou transferência da Amazonas Energia

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A Aneel aprovou um repasse de R$ 451,4 milhões para a distribuidora Amazonas Energia.

A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) acionou a Justiça para questionar decisões da juíza Jaiza Fraxe, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), no processo de transferência da Amazonas Energia.

Na manifestação, a companhia pede a suspeição da juíza, alegando parcialidade no processos relacionado à transferência do controle acionário da Amazonas Energia para a Âmbar Energia, empresa do grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

A Cigás também solicita a conversão de contratos de usinas termelétricas na região compradas pela Âmbar em junho de 2024.

Após o negócio, o governo federal editou a Medida Provisória 1.232, transferindo os custos do gás das térmicas para a conta de luz de todos os brasileiros.

A Cigás critica a medida, afirmando que ela desconsiderou os impactos no mercado de gás do Amazonas, argumentando que essas decisões prejudicam diretamente a companhia, que detém o monopólio da distribuição de gás no Amazonas, afetando sua participação no mercado.

Além disso, a companhia teme prejuízos financeiros e operacionais com as mudanças nos contratos de fornecimento e geração de energia elétrica.

Entenda o impasse

A juíza Jaiza Fraxe foi quem decidiu pela transferência da Amazonas Energia para a Âmbar, determinando o prazo de 48 horas para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar o plano de transferência, o que gerou críticas da direção da própria agência.

Durante o processo, a Cigás solicitou sua inclusão como parte interessada nos processos judiciais como parte assistente da Aneel, mas teve o pedido negado.

A empresa apresentou então um embargo de declaração para pedir esclarecimentos sobre a decisão da juíza, afirmando que a exclusão da Cigás do caso foi feita sem justificativa plausível.

A distribuidora também pediu a suspensão do processo que trata da transferência de controle acionário da Amazonas Energia até que os impactos das mudanças sejam avaliados.

A Cigás afirma anda que a conversão dos Contratos de Compra e Venda de Energia (CCVE) em Contratos de Energia de Reserva (CER), associados às térmicas da região, pode desbalancear a dinâmica do mercado de gás natural e dificultar a cobrança de dívidas bilionárias envolvendo a Petrobras e a antiga controladora, Eletrobras.

O mercado de gás no Amazonas envolvia três principais agentes:

  • a Petrobras, responsável pelo fornecimento de gás;
  • a Cigás, que fazia a distribuição para as usinas termelétricas da Eletrobras;
  • e a própria Eletrobras, que utilizava o gás para gerar energia e distribuir na sua área de concessão.

A Âmbar, por sua vez, afirma que a compra das térmicas não incluiu os passivos judiciais da Eletrobras com fornecedores.

O valor envolvido no caso é estimado em R$ 450 milhões.

Confira na íntegra o pedido de suspeição solicitado pela Cigás:

*Com informações do Poder360

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