Em 39 anos, entre 1985 e 2023, o Cerrado e a Amazônia concentraram 86% das áreas queimadas no Brasil, segundo dados do MapBiomas Fogo. No Cerrado, 88,5 milhões de hectares foram afetados, representando 44% do total nacional. Já na Amazônia, 82,7 milhões de hectares queimaram, cerca de a 42%.
Corumbá (MS), São Felix do Xingú (PA) e Formosa do Rio Preto (BA) foram os municípios mais afetados por queimadas entre 1985 e 2023.
No Cerrado, as áreas queimadas correspondem a 44% do território, enquanto na Amazônia esse percentual é de 19,6%.
No Brasil, entre 1985 e 2023, 199,1 milhões de hectares foram queimados pelo menos uma vez, abrangendo quase um quarto (23%) do território brasileiro.
Deste total, 68,4% eram de vegetação nativa e 31,6% em áreas de pastagem e agricultura. Mato Grosso, Pará e Maranhão concentram quase metade (46%) das áreas queimadas, com 60% ocorrendo em imóveis privados.
Os dados são do MapBiomas Fogo.

Queimadas na Amazônia
Ane Alencar, coordenadora do MapBiomas Fogo, explica que a Amazônia enfrenta riscos elevados de incêndios devido à sua vegetação não ser adaptada ao fogo, agravando a degradação ambiental e ameaçando a biodiversidade. A seca histórica e chuvas insuficientes aumentam a vulnerabilidade da região.
Os incêndios na Amazônia são causados principalmente pelo desmatamento e práticas agrícolas, resultando em grande perda de biodiversidade. As áreas entre 100 e 500 hectares são as mais afetadas nesse bioma, enquanto áreas menores predominam na Caatinga e Mata Atlântica.
Queimadas no Brasil
Em média, 18,3 milhões de hectares, ou 2,2% do país, são queimados anualmente, com 79% das ocorrências entre julho e outubro, sendo setembro responsável por um terço do total (33%).
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