A Polícia Federal (PF) no Amazonas deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), a segunda fase da Operação Sangria. A ação contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria-Geral da União (CGU).
Desta vez, a ação visa a cumprir 14 mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), dos quais nove são de busca e apreensão e cinco de prisão temporária, todos cumpridos em Manaus.
A Operação Sangria investiga fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos para ações de enfrentamento à Covid-19.
Penalidades
Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, pertencimento a organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão.
Governo responde
O Governo do Amazonas informou, por meio de nota, que está contribuindo com a apuração dos fatos pela Polícia Federal e órgãos de controle.
A nota ressalta que as ações de busca e apreensão envolvem pessoas que, hoje, já não fazem mais parte da estrutura de Governo, bem como servidores que não atuam como ordenadores de despesas ou tenham poder de decisão na estrutura do Estado ou da investigação em questão.
“O Governo do Estado reitera que tem atuado de forma transparente e que confia na Justiça”, finaliza o documento.
Fonte: PF