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quinta, 22 de abril de 2021

Não conscientizar sobre ciclovias é desserviço, avalia Pedala Manaus

Ciclistas avaliam como positiva a iniciativa do MP-AM de convocar a população para debater sobre a ciclovia da Ponta Negra. Ação pode ajudar a corrigir os erros do projeto.

11 de março de 2021

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Para o Pedala Manaus, iniciativa do MP dá oportunidade de debater a importância do uso de bicicletas na cidade (Foto: Reprodução/Pedala Manaus)

O coordenador do grupo Pedala Manaus, Paulo Aguiar, avalia como positiva a iniciativa do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que convocou a população de Manaus a opinar sobre a ciclofaixa implantada ao longo de um trecho da avenida Coronel Teixeira, na Ponta Negra, e também ciclovias instaladas pela Prefeitura de Manaus, no ano passado.

Ele explica que a via não é apenas uma simples ciclofaixa, mas sim de uma ciclovia. Segundo Paulo Aguiar, o projeto completo da ciclovia contempla 14 quilômetros de extensão, que vão desde o Boulervard Álvaro Maia, no centro da cidade, até a Marina do David, na zona Oeste de Manaus.

“Ela está prevista no Plano de Mobilidade, que é um projeto de 2013. Esta ciclovia é extremamente importante porque atende a uma parcela significativa da população que quer se deslocar do centro para a Ponta Negra e vice-versa. Tem muita gente que usa este corredor, diariamente, para ir ao trabalho e por isso somos a favor da existência dela”, explica.

O Pedala Manaus enxerga, no chamamento do MP-AM, uma oportunidade de mostrar à sociedade o porquê é importante para a cidade ter ciclovias, não só na região da Ponta Negra, mas em Manaus como um todo.

“A importância está no fato de o Ministério Público ouvir quem, de fato, pedala, entender as necessidades e não deixá-las em mãos inadequadas. Poderemos mostrar a toda sociedade a importância e os benefícios do uso das bicicletas. Manaus tendo mais ciclovias vai estimular cada vez mais pessoas a adotarem o uso das bicicletas e deixar o carro mais em casa”, avalia Paulo.

Erros de projeto da ciclovias

Além disso, na opinião de Paulo, a iniciativa servirá até mesmo para pressionar a Prefeitura para que corrija os muitos erros de projeto da ciclofaixa. Além da falta de sinalizações vertical e horizontal, a ciclofaixa da Ponta Negra, do jeito que está atualmente, representa risco de acidentes, tanto para os ciclistas como para os motoristas.

Ele explica que a implantação de ciclofaixas só é recomendada para vias com velocidade regulamentada em, no máximo, 40 Km/h, o que não é o caso da faixa adotada na Coronel Teixeira.

“Temos na estrada da Ponta Negra (Av. Coronel Teixeira) uma velocidade regulamentada de 60 Km/h, que não é cumprida. Para ela se tornar segura, a Prefeitura teria que acalmar o fluxo na área, com o uso, por exemplo de redutores de velocidade ou radares fotográficos”.

Redimensionamento das faixas: mais um erro

Outra intervenção necessária apontada por ele seria o redimensionamento das faixas de rolagem para os automóveis.

“Quando a Prefeitura redimensionou, ela fez o trabalho sem um critério técnico. Existem faixas que são muito estreitas e faixas que são muito largas. É preciso redistribuir as larguras das faixas, seguindo o Plano Diretor da cidade de Manaus, que determina aproximadamente três metros, com a largura mínima de 2,60m. Com isso, a via se torna uma via com tráfego calmo, mais adequada para a utilização da ciclofaixa”.

Segregação das ciclovias

Ainda segundo Paulo Aguiar, é preciso melhorar essa segregação da ciclofaixa em relação aos carros. Hoje essa divisão é feita com ‘tijolos baianos’. A sugestão do Pedala Manaus é que eles sejam substituídos por ‘gelo baiano’ para garantir mais segurança aos ciclistas. De acordo com ele, a segregação da faixa já era prevista no projeto original, mas não foi executada.

‘A gente nunca teve acesso ao projeto’

O coordenador do Pedala Manaus completa afirmando que o grupo precisa ter acesso ao projeto na íntegra, como forma de sugerir, do ponto de vista de quem realmente pedala, melhorias.

“De forma geral, teríamos que ter acesso ao projeto completo para poder entendê-lo melhor e poder sugerir melhorias. A gente nunca teve acesso ao projeto. Essas sugestões são feitas com os ciclistas pedalando”, comentou.

Campanha de conscientização

Por fim, Paulo Aguiar defende outro ponto, que não diz respeito à estrutura da ciclovia, mas que, na opinião dele, precisa ser feito: uma campanha de sensibilização, conscientização e de proteção ao ciclista.

“As bicicletas estão dentro da lei, estão dentro do trânsito, dentro Código Brasileiro de Trânsito, dentro dos Planos de Mobilidade. Se a Prefeitura só ‘joga’ a ciclovia lá e não faz nem um tipo conscientização, ela acaba prestando um desserviço para quem pedala, porque se torna perigoso pedalar, já que a velocidade dos carros é muito alta; e para quem não gosta de dividir a pista com as bicicletas, por não entender a importância e a necessidade de tê-las ali”, finalizou.

Ministério Público quer ouvir a população

O Ministério Público do Amazonas, por intermédio da 63ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Ordem Urbanística (63ª Prourb), está chamando a população em geral para que apresente opiniões sobre a ciclofaixa da avenida Coronel Teixeira.

Após uma inspeção no local, o Núcleo de Apoio Ténico do MP-AM (NAT) constatou estreitamento nas faixas de veículos, entre outros problemas.

O MP quer ouvir a manifestação da sociedade manauense, em especial os motoristas e ciclistas que utilizam aquela via pública.

As manifestações deverão ser enviadas para o endereço de e-mail 63promotoria.mao@mpam.mp.br ou pelo telefone (92) 3655.0707 (segunda a sexta, de 8h às 14h).

O MP-AM lembra que a população deverá se manifestar quanto à segurança na via, trafegabilidade, sinalização e alternativas de trânsito regular de bicicletas.

O edital foi publicado na edição da última quinta-feira, 4 de Março, do Diário Oficial Eletrônico do MP (DOMP), e o recebimento das manifestações termina em 30 dias.

Reportagem: Lucas Raposo

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