A Defesa Civil do Amazonas estima que a cheia dos rios da Amazônia vão afetar 406 mil pessoas em ao menos 19 municípios até o auge do fenômeno e que deverá ser alcançado em junho. A previsão foi apresentada na sessão desta quinta-feira (4) da Assembleia Legislativa, quando representantes do órgão discutiram a situação com os deputados.
O secretário executivo da Defesa Civil, Francisco Ferreira Máximo, rebateu os questionamentos dos deputados, principalmente os oposicionistas Wilker Barreto e Dermilson Chagas, ambos do Podemos, apresentando as ações estaduais para conter a crise que inclui a situação do rio Negro na região de Manaus, bem como a relação com a pandemia.
Sem aglomeração
“São muitos desastres ocorrendo simultaneamente e não é fácil lidar com todos eles diante da escassez e, principalmente, a dificuldade que nós temos hoje de nos aglomerar porque nos temos que fazer tudo isso, pensando em não nos contaminarmos e levar toda essa ajuda humanitário sem que haja aglomeração”, destacou.
Máximo pontuou como barreira principal para uma maior celeridade na ajuda humanitária, as burocracias do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), do Ministério da Cidadania.
Segundo ele, os recursos atuais conseguem atender as demandas do interior, mas é necessária a criação de um Fundo de Proteção e Defesa Civil, permitindo assim a transferências de recursos com uma maior facilidade sem precisar do crivo do Governo Federal.
Ações de socorro
O amparo as localidade já afetadas pela cheia estão sendo enviadas com a doação de cestas básicas, kits de higiene e limpeza e disponibilização de dormitórios com redes e colchonetes. Porém, segundo o secretário, mesmo com a ajuda da Aeronáutica a operação logística é complicada tendo em vista que muitos munícios não estruturas para receber aeronaves de grande porte.
Outro problema é a previsão de perdas na arrecadação. Em 2012 mais de R$ 154 milhões deixaram de entrar no caixa do governo por conta da cheia de 2012. “É muito difícil não só do ponto de vista da enchente. Essa enchente trás outros desmembramentos secundários as pessoas são afetadas por outros problemas. Realmente o orçamento é escasso”, revelou o coronel.
Fases da contenção
O plano de Defesa Civil foi divido em três fases. A primeira já está em andamento para atender as cidades na calha do Juruá, Purus e em breve deve ter atenção também o rio Madeira e a região do Alto Solimões. A partir de maio entram em atenção as localidades do médio Solimões.
A área do baixo Amazonas, entretanto, ter a cheia, prevista para junho, adiantada devido o represamento do rio pela alta incidência de chuvas no Pará. Segundo o coronel, o fenômeno La Niña, na região do Pacífico as águas estão resfria as aguas e influência nas precipitações.
Estiveram presentes também na convocação da ALE-AM, o secretário adjunto de Defesa Civil, tenente coronel Clóvis Araújo e o advogada do órgão, Juarez Azevedo.