quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cheia afeta cultivo e encarece até 500% preços de frutas e verduras

Com produção rural afetada, feirantes adquirem alimentos de estados como Roraima, Pará e Rondônia, por transporte rodoviário e aéreo. Frete encarece valor do produto final.
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Alguns alimentos como frutas, legumes e hortaliças estão mais escassos e consequentemente com preços mais elevados. O encarecimento no valor dos produtos, ao consumidor final, chega a até 500%, segundo o Sindicato dos Feirantes de Manaus.

A escassez é decorrente dos cultivos afetados pela cheia dos rios, nos últimos meses. Itens como mamão, maracujá, banana, cheiro verde, cebolinha, macaxeira, pimentão, feijão de metro, jerimum, dentre outros, estão na lista dos itens mais prejudicados neste período.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Feirantes de Manaus e da Comissão Gestora da Feira Manaus Moderna, Davi Lima, o preço do quilo do jerimum que antes custava R$0,50 nesse período de cheia chega ao preço de R$3.

Lima afirma que o mamão chega com menor frequência à capital. Ele informa que o consumidor consegue menores preços indo à feira Manaus Moderna, no centro da cidade.

“Sem receber produção local, tivemos que depender totalmente de outros estados como Roraima, Pará e Rondônia. Alguns alimentos chegam por rodovia e outros por transporte aéreo e a questão do frete encarece o preço final do alimento”, explica.

Perdas agrícolas somam R$206 milhões

Conforme o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), os prejuízos da produção rural decorrentes da cheia dos rios totalizam mais de R$206,1 milhões.

Entre as culturas mais afetadas, segundo o Idam, estão a banana, com perdas de R$66.648,17, a mandioca e o mamão com prejuízos contabilizados em R$ 31.117.932,00 e R$24.258.382,50, respectivamente.

Texto: Priscila Caldas

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