quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CBA encerra 2024 com R$ 36 milhões captados para inovação e sustentabilidade

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Sede do Centro de Bionegócios da Amazônia, em Manaus
Em 2024 o Centro de Bionegócios da Amazônia aprimorou estruturas com recursos de projetos. (Divulgação/CBA)

O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) encerrou 2024 com um investimento de R$ 36 milhões em projetos aprovados em parceria com órgãos de fomento, empresas e instituições públicas.

Deste montante, R$ 13,2 milhões serão aplicados diretamente no CBA, enquanto o restante será destinado a instituições parceiras, como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Universidade de São Paulo (USP), Instituto Mawe, Serviço Nacional da Indústria (SENAI), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade Federal do Acre (UFAC).

Segundo o diretor-geral do CBA, Márcio Miranda, os recursos captados refletem o sucesso do novo modelo de gestão, que trouxe mais autonomia e segurança jurídica ao Centro. Ele destacou a transformação do CBA de um centro de pesquisa biotecnológica para um promotor de bionegócios:

“Estamos deixando de ser apenas um polo de pesquisa para nos tornarmos um catalisador de oportunidades sustentáveis, valorizando a biodiversidade amazônica e promovendo inovação”, afirmou.

Destaques dos projetos aprovados

Cinco dos seis projetos contemplados foram aprovados em editais da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), com foco em inovação, cadeias socioprodutivas, infraestrutura de pesquisa e políticas públicas baseadas em conhecimento científico.

Entre os principais projetos está a “Reestruturação e preservação do acervo científico do CBA”, que recebeu R$ 7,5 milhões por meio do edital FINEP Identidade Brasil – Infraestrutura e Pesquisa de Acervos.

O projeto tem como meta modernizar o Biobanco de Microorganismos do CBA, que reúne mais de 3 mil espécies de bactérias e fungos, promovendo a digitalização, infraestrutura e divulgação científica.

Ingrid Reis, gerente do Núcleo de Bioinsumos, destacou a relevância do biobanco:

“Nosso Biobanco é uma das maiores coleções da biodiversidade amazônica e desempenha um papel crucial na pesquisa de bioinsumos, bioativos e outras aplicações. Esses recursos fortalecerão a inovação, a sustentabilidade e a valorização da biodiversidade amazônica.”

Outro destaque é o CBA Open, que recebeu R$ 2,5 milhões da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O projeto transformará o antigo hotel do CBA em um espaço moderno para startups e empresas inovadoras, com foco na biodiversidade amazônica.

Os recursos serão aplicados em obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos e criação de um ambiente de empreendedorismo e inovação sustentável.

Rodrigo Rollemberg, secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ressaltou o impacto do trabalho do CBA:

“O volume de recursos captados reflete o compromisso do CBA em fortalecer cadeias produtivas, gerar inovação e promover o desenvolvimento econômico alinhado à preservação e à sustentabilidade.”

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