quarta-feira, 23 de setembro de 2026
PLATAFORMAS DIGITAIS

Campanha eleitoral: veto do Google pode criar monopólio para redes sociais

As campanhas eleitorais online deverão se concentrar ainda mais nas redes sociais, como Facebook, Instagram e o X.
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A partir de 16 de agosto, as campanhas eleitorais terão início na internet - (Foto: Reprodução/Canva)

Após o anúncio do Google de que não permitirá mais o impulsionamento de conteúdo político a partir de maio, as estratégias de campanha para as eleições municipais no Brasil deste ano estão passando por uma análise.

Em fevereiro, o TSE já havia anunciado uma série de novas regras para as eleições municipais de 2024, com foco especial no combate à disseminação de desinformação e manipulação digital. Entre essas medidas, está a restrição do uso de chatbots e avatares para comunicação de campanha nas eleições.

Com a proibição do Google, as campanhas eleitorais online deverão se concentrar ainda mais nas redes sociais, como Facebook, Instagram e o X (antigo Twitter). No entanto, essa mudança não ocorre sem controvérsias.

Especialistas divergem quanto aos impactos dessa restrição. Para Marcelo Crespo, diretor da ESPM, embora o Google seja uma plataforma relevante, as redes sociais e os aplicativos de mensagens também desempenham um papel crucial nas estratégias de campanha. Ele ressalta a importância de monitorar essas plataformas para entender os efeitos dessa mudança.

Por outro lado, Maria Carolina Lopes, especialista em Democracia e Comunicação Digital, acredita que a proibição do Google pode fortalecer o monopólio dos anúncios políticos pela Meta, conglomerado que engloba o Facebook e o Instagram. Essa concentração de poder levanta questões sobre a diversidade de vozes e a transparência no processo eleitoral.

A partir de 16 de agosto, as campanhas eleitorais terão início, e a livre manifestação de pensamento dos candidatos será permitida em diferentes plataformas online, desde que hospedadas por provedores estabelecidos no Brasil e informadas à Justiça Eleitoral.

A decisão do Google de proibir o impulsionamento de propagandas políticas em suas plataformas destaca os desafios em equilibrar liberdade de expressão, transparência e combate à desinformação no ambiente digital, enquanto os partidos políticos e candidatos se preparam para um cenário eleitoral cada vez mais digital.

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