quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Brasil avalia incluir minerais críticos e terras raras nas negociações com os EUA

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Os minerais críticos e as terras raras poderão fazer parte das negociações tarifárias entre Brasil e Estados Unidos, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Segundo ele, o país estuda fechar um acordo que envolva esses recursos estratégicos, essenciais para tecnologias avançadas e a transição energética.

Esses minerais — como lítio e nióbio — são essenciais para a fabricação de baterias elétricas e componentes de alta tecnologia.

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O ministro destacou que os Estados Unidos não possuem abundância desses recursos, o que abre espaço para parcerias. A negociação ocorre em meio à implementação de tarifas impostas pelo governo Trump, que afetam diversos produtos brasileiros.

Para mitigar os impactos do chamado “tarifaço”, o governo federal prepara um plano de contingência que deve ser anunciado até quarta-feira (6/8).

Amazonas e o potencial das terras raras

O Amazonas pode ganhar protagonismo nessa negociação graças ao seu imenso potencial em terras raras, grupo de minerais estratégicos fundamentais para a indústria tecnológica global.

Duas regiões no estado — Apuí e São Gabriel da Cachoeira — despontam como fontes promissoras desses elementos.

Artigo do geólogo PhD João Orestes Schneider Santos ao RealTime1 destaca que o Amazonas tem condições de se tornar uma potência mineral global, aproveitando esse recurso para impulsionar o desenvolvimento econômico local e nacional.

Com o avanço das discussões regulatórias para a inteligência artificial e datacenters, o papel dos minerais críticos e das terras raras se torna ainda mais relevante para o Brasil.

O estado do Amazonas, ao explorar suas riquezas minerais com responsabilidade, pode não só ampliar sua importância no cenário mundial, mas também contribuir para a autonomia tecnológica do país, reduzindo dependências externas.

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