Em 2023, o Brasil caiu dez posições no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), ficando na 104ª posição entre os 180 países avaliados. O IPC é uma escala de 0 a 100, em que 0 representa alta percepção de corrupção e 100, baixa percepção.
Com 36 pontos, o Brasil ficou atrás de países como Uruguai (76 pontos), Chile (66 pontos), Cuba (42 pontos) e Argentina (37).
O documento, divulgado pela ONG Transparência Internacional, acusa a gestão de Bolsonaro (2019-2022) de enfraquecer as instituições de combate à corrupção.
Por que é difícil combater a corrupção no Brasil?
No ano passado, alguns eventos facilitaram o combate à corrupção ocorridos no Brasil. Por exemplo, as indicações para cargos-chave na Polícia Federal baseadas em competências técnicas e a aprovação da reforma tributária, cuja simplificação pode dificultar práticas corruptas.
Entretanto, o governo Lula ainda encontra dificuldades na reconstrução de mecanismos similares.
De acordo com o cientista político, Carlos Santiago, a corrupção no Brasil não parte apenas de autoridades públicas, mas também faz parte de atos enraizados praticados pelos cidadãos, no cotidiano. Santiago afirma que a representação política do Brasil, é fruto da ignorância do povo.
“É muito difícil combater a corrupção no Brasil, já que, se não há um povo educado para não agir de forma corrupta e combater a corrupção praticada por agentes públicos, essa população acaba elegendo representantes com histórico e práticas corruptas. Os governantes são o reflexo da falta de instrução povo”, disse ao RealTime1.
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