quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Black Friday: Ralph Assayag propõem mudanças para chegar a ‘uma explosão de vendas’

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Ralph Assayag, presidente da CDL-Manaus
Ralph Assayag, presidente da CDL-Manaus, avalia que é baixo o engajamento dos lojistas da cidade nas ações da Black Friday (Arquivo)

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus) avalia que a Black Friday, que acontece nesta sexta-feira (28), precisará passar por ajustes nos próximos anos para que aconteça “uma explosão de vendas em Manaus“.

“A deste ano deverá ser muito boa, pois praticamente não tivemos Black Friday no ano passado. Foi praticamente nula. Nós tivemos um problema muito sério da taxa da seca, não tinha mercadoria chegando e com isso houve 35% de falta de produto”, analisou o dirigente lojista.

Ainda conforme Ralph Assayag, neste ano não haverá problema de abastecimento por conta dos portos provisórios levados para a região de Itacoatiara, o que permitiu o abastecimento das lojas. Os portos provisórios foram iniciativas das empresas Chibatão e Superterminais.

Sobre as mudanças necessárias para que esta data comercial exploda as vendas do varejo, como em outros países, Ralph defende a concessão de um desconto de 50% nos impostos cobrados pelos governos apenas no dia da Black Friday, como acontece nos Estados Unidos, berço da Black Friday, e no Panamá, que adotou o mesmo sistema dos norte-americanos.

“Já pedimos isso e que também a mercadoria produzida pela indústria para ser vendida na Black Friday tenha também este benefício, mas até agora não conseguimos”, afirmou Ralph.

Outro ponto importante para o dirigente é melhorar o engajamento das 34 mil lojas de Manaus, ou no mínimo alcançar 50% deste total, nas ações de promoções e descontos.

Atualmente, segundo levantamento do CDL-Manaus, apenas 1,2 mil lojas estão participando da campanha da Black Friday.

“Temos muito a crescer, dá para fazer muita coisa, mas é preciso cuidado e paciência para que essa data se torne mais forte”, conclui o dirigente lojista.

Por fim, Ralph Assayag defende que o lojista trabalhe a data em uns poucos dias, nada de fazer Black Friday por um mês, como chegou a ser feito na década passada.

“Começamos bem, com um único dia, mas lá por 2015 houve esse movimento de Black Friday durando um mês e isso dispersou o consumidor. Depois tivemos a pandemia, as vendas não foram boas, e no ano passado foi a seca”, analisou, propondo que as promoções sejam focadas num preço bom e concentrada em poucos dias.

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