A Black Friday 2025 deve registrar o maior volume de vendas da história do varejo brasileiro. Estimativas de consultorias e instituições como Neotrust, NielsenIQ e ABComm indicam que o evento deve movimentar entre R$ 13 e R$ 13,6 bilhões apenas no comércio eletrônico, um crescimento médio de 16% em relação a 2024.
O período, que ocorre na última sexta-feira de novembro — este ano, no dia 28 —, marca o início das compras de fim de ano e é considerado a segunda data mais importante do varejo nacional, atrás apenas do Natal.
Nos últimos anos, a Black Friday brasileira deixou de ser um único dia e se transformou em uma semana de ofertas, com campanhas que começam no início de novembro. Grandes redes de varejo, supermercados e plataformas de e-commerce já tratam o evento como um mês promocional, conhecido como “Black November”.
De acordo com a Gauge/W3haus (Grupo Stefanini), o ticket médio esperado para 2025 é de R$ 808, com cerca de 17 milhões de pedidos realizados em todo o país. Os segmentos de eletrônicos, moda, beleza, alimentos e móveis devem concentrar a maior parte das compras.
Especialistas apontam que a edição de 2025 será marcada por consumidores mais exigentes e bem informados. Pesquisas do Instituto Locomotiva e da Opinion Box mostram que quase 90% dos brasileiros planejam comprar na Black Friday, mas a maioria compara preços com antecedência e desconfia de promoções exageradas.
Para o comércio, o desafio é oferecer descontos reais e garantir entregas rápidas. Segundo a Adyen, empresa global de pagamentos, o Pix será o meio de pagamento mais utilizado, superando cartões de crédito e débito. Também cresce o uso de carteiras digitais e programas de cashback, que estimulam a recompra.
No setor supermercadista, a expectativa é de forte participação dos atacarejos e das redes regionais. O relatório “Ranking ABRAS 2025” mostra que o varejo alimentar brasileiro faturou R$ 1,067 trilhão em 2024, o equivalente a 9,12% do PIB, e deve crescer de 3% a 4% neste ano, impulsionado por promoções e integração entre lojas físicas e online.
Apesar do otimismo, analistas alertam para riscos logísticos e de credibilidade. A NielsenIQ lembra que, em anos anteriores, parte das lojas perdeu vendas por falta de estoque ou atrasos nas entregas. Além disso, Procons de todo o país reforçam a fiscalização contra falsos descontos e publicidade enganosa.