O Dia dos Namorados deve aquecer o movimento nos bares e restaurantes em 2025. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 82% dos estabelecimentos esperam faturar mais do que no ano passado, com a maioria projetando crescimento de até 20%.
A adesão à data é expressiva: 95% dos estabelecimentos pretendem abrir no dia 12 de junho. Destes, 1% vai funcionar exclusivamente para a ocasião. Apenas 5% informaram que não abrirão ou ainda não decidiram.
Para aproveitar o apelo comercial da data, a Abrasel lançou a campanha Semana dos Namorados, que incentiva os empresários a ampliar a programação para além do tradicional jantar romântico. A iniciativa inclui uma cartilha com orientações sobre ambientação, capacitação de funcionários e estratégias para melhorar o atendimento. O conteúdo está disponível no site: materiais.abrasel.com.br/cartilha-semana-dos-namorados.
“O Dia dos Namorados é, historicamente, o dia de maior movimento nos bares e restaurantes, marcado por filas e casas lotadas. Ao incentivar comemorações ao longo de toda a semana, queremos oferecer aos casais uma experiência mais tranquila e prazerosa”, explica Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
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Sinais de recuperação no setor
O otimismo é reforçado pelo desempenho registrado em abril: 40% dos estabelecimentos tiveram lucro no mês, enquanto outros 40% equilibraram as contas. Apenas 19% reportaram prejuízo.
O setor ainda enfrenta desafios com custos operacionais, mas mostra sinais de fortalecimento. Uma das estratégias para manter a clientela tem sido o controle nos reajustes de preços. De acordo com a pesquisa, 60% dos empresários ajustaram os cardápios dentro ou abaixo da inflação nos últimos 12 meses, e 34% sequer aplicaram reajustes. Apenas 6% aumentaram os preços acima do índice inflacionário.
“Há uma preocupação constante em manter o negócio viável sem afastar o consumidor. O Dia dos Namorados funciona como um termômetro desse equilíbrio”, pontua Solmucci. “Planejada com antecedência, a data pode impulsionar o faturamento e amenizar os efeitos da inflação no setor.”