quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Banco Central vai revisar crescimento do PIB para mais de 2%

Em julho, o Ministério da Economia já havia elevado de 1,5% para 2% a projeção para o crescimento do PIB do país em 2022. Estimativa atual para o PIB de 2023 é de 1,7%.
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Contratos podem ter renegociação
Fundos constitucionais como FNO renegociam dívidas (Foto: Divulgação)

O Banco Central revisará a sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para “um pouquinho acima de 2%”, afirmou o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, nesta quinta-feira (18).

“A nossa projeção atual está um pouquinho acima de 2%, deve sair em breve. A gente também [está] revendo a projeção para cima”, afirmou Campos Neto em evento promovido pelo banco BTG Pactual, em São Paulo.

“Os indicadores de tempo real têm saído melhores. A gente qualifica que tenha alguns efeitos que são efeitos temporários das medidas do governo, mas é importante olhar um pouco o que é o crescimento para frente. A gente vê a indústria, que está um pouco parada ainda, abaixo do nível pré-pandemia e os outros setores acima, com serviços recuperando de forma mais forte”, acrescentou.

Em julho, o Ministério da Economia já havia elevado de 1,5% para 2% a projeção para o crescimento do PIB do país em 2022. O mercado, por sua vez, convergiu ao valor esperado pela equipe econômica do governo nesta semana, de acordo com o boletim Focus divulgado na última segunda-feira (15).

Quanto à inflação, Campos Neto afirmou que o setor de energia continua pressionado no cenário global, mas que no Brasil [a inflação de energia] voltou bastante com as medidas de corte de impostos adotadas pelo governo.

O presidente do BC disse ainda que há o entendimento dos agentes de que o trabalho da autarquia foi “em grande parte” feito no combate à inflação. Segundo ele, o Brasil é um dos poucos países em que o mercado já precifica queda de juros.

A estimativa atual do BC para o PIB do ano que vem, feita em junho, é de alta de 1,7%. O próximo relatório trimestral de inflação, com o valor atualizado, será divulgado em setembro.

Fonte: Folhapress

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