quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Bancada amazonense do Senado gasta mais de meio milhão do 'cotão'

Presidir a CPI da Covid, no Senado, fez com que Omar passasse a mexer no 'cotão' para divulgar suas ações nas oitivas; Braga e Plínio já usavam a verba com mais frequência.
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senadores do amazonas cotão/ contra decreto do IPI

Dados do Portal da Transparência do Senado Federal indicam que os três senadores da bancada do Amazonas gastaram R$ 555.672,71 em recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o ‘cotão’, até os primeiros dias do mês de julho. Apesar do mês ainda não ter acabado, os gastos já estão discriminados porque a Casa entrou em recesso na semana passada.

A contratação de empresas para prestação de serviços de apoio parlamentar foi a principal despesa dos senadores até agora.

Nesse período, o senador Omar Aziz (PSD) foi quem mais usou as verbas do cotão. No total foram gastos R$ 216.077,12.

Os gastos do senador trazem uma curiosidade pois, até abril, quando assumiu a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Omar só havia feito uso do cotão em fevereiro, quando gastou R$ 6.766,86 em passagens aéreas. Agora, os gastos do senador, neste mesmo segmento, somam R$ 66.077,12, dividindoas compras entre agências como a MM Turismo e diretamente nas companhias aéreas, como Latam e Gol.

Foi também em abril que o senador Omar Aziz contratou duas empresas para prestar apoio parlamentar: a Uplink Eirelli, que recebeu R$ 30 mil mensais até julho, e a Caravelas Consultoria, que recebeu R$ 10 mil mensais até junho.

Com R$ 208.883,01, o senador Eduardo Braga (MDB) é o segundo que mais gastou o cotão em 2021. Do montante, Braga utilizou R$ 175 mil para a contratação da empresa L. Coelho Serra, especializada em apoio parlamentar.

O senador emedebista também gastou R$ 33.883,01 com a compra de passagens aéreas, todas concentradas na Maruaga Agência de Turismo.

Plínio Valério (PSDB) gastou R$ 130.712,58 do cotão mas, ao contrário dos colegas de bancada, o senador diversifica bastante o uso desse recurso. Até junho, por exemplo, ele usou R$ 20.087,57 com aluguel de imóveis para escritório político, dividido entre o aluguel de um imóvel de propriedade de Josyane Maués Brandão, pelo qual paga R$ 3 mil, e pacote de dados com uma operadora de telefonia.

Plínio também gastou R$ 5.250,83 com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis. Para divulgação da atividade parlamentar, o senador tucano usou modestos R$ 1.150,00 com a contratação da empresa Excelsior Comunicação Digital e isso apenas no mês de janeiro.

O principal gasto de Plínio com o cotão está relacionado à contratação da empresa C. Freitas Nascimento, que presta serviços de apoio parlamentar ao senador. Até junho, foi pago R$ 90 mil à empresa. 

Já incluindo o início deste mês, foi usado o valor de R$ 14.224,18 com a compra de passagens aéreas, aquáticas e terrestres, todas contratadas por Plínio na empresa Adria Viagens.

Texto: Gerson Severo Dantas

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