O auditor afastado do Tribunal de Contas da União, Alexandre Figueiredo Costa e Silva, teve a convocação aprovada, nesta quarta-feira (9), pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 do Senado Federal. Alexandre é o responsável pelo falso estudo que aponta uma supernotificação de mais de 50% de casos de óbitos por Covid-19 ao longo de 2020 e que foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última segunda-feira (7).
Conforme os senadores, Alexandre já reconheceu que foi responsável por incluir o documento no sistema de informações do TCU, o que levou a erro o presidente. A convocação dele, feita por meio de um requerimento extrapauta, resultou em uma longa discussão entre os senadores governistas e os do grupo G7, que envolve os parlamentares independentes e os dois oposicionistas.
O senador governista Marcos Rogério (DEM-RO) questionou o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD), sobre a ilegalidade do requerimento à luz do regimento do Senado. “Essa convocação é antirregimental”, disse Rogério, abrindo uma longa discussão entre os senadores e que só foi encerrada quando Omar colocou o requerimento em pauta e a aprovação do mesmo com os votos contrários de Marcos Rogério e do senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS).
No Tribunal de Contas, Alexandre vai responder a inquérito administrativo e foi oficialmente afastado na manhã desta quarta-feira. Ao ministro-corregedor do TCU, Bruno Dantas, o auditor reconheceu que foi o responsável pela inclusão do documento no sistema oficial do tribunal e que foi o pai dele, um militar amigo de Bolsonaro, que repassou os dados ao presidente.
Leia Mais: