A Câmara Municipal de Manaus (CMM) reforça o preconceito e a exclusão contra a comunidade LGBTQI+.
Essa é opinião do ativista LGBTQI+ Gabriel Mota sobre a aprovação do Projeto de Lei (PL) que proíbe a instalação de banheiros multigêneros em estabelecimentos públicos e privados no município de Manaus.
Para o ativista, o PL – de autoria pastor da Universal do Reino de Deus, vereador João Carlos (Republicanos) – foi aprovado sem a ampla e devida discussão da matéria com representantes da classe LGBTQI+.
Desinformação
Gabriel Mota diz que os vereadores só reforçaram o estigma e desinformação que circula na sociedade diante do tema.
Ele explica que os banheiros multigêneros são devidamente separados com divisória nos sanitários.
“Se é um banheiro multigênero, com certeza, uma mulher trans não vai usar o mictório. Ela vai usar a cabine para fazer as necessidades dela”, esclarece o ativista.
Gabriel Mota ainda destaca que as pessoas trans vêm requisitando banheiros em que elas possam utilizar para evitar constrangimento de entrar no banheiro masculino, que, segundo ele, é “um espaço que a mulher trans não reconhece com a sua identidade de gênero”.
O ativista garante que vai analisar uma maneira para reagir ao movimento da Câmara.
“Essas pessoas são excluídas do direito de acessar um banheiro e eles criaram uma narrativa de que isso vai trazer a tona pedofilia e abuso como se as pessoas trans fossem pervertidas. Esse posicionamento é perigoso porque me parece mais uma forma de rechaçar a existência de cidadãs e cidadãos manauaras pagadores de imposto que deveriam ser alcançados por políticas públicas”, reagiu.
O RealTime1 questionou o vereador João Carlos, autor do PL, sobre as afirmações do ativista, que alega que deixar de ouvir a comunidade LGBTQI+, durante a tramitação do projeto, foi uma opção da CMM.
O vereador visualizou a mensagem em um aplicativo de mensagem, mas não respondeu.
Texto: Jefferson Ramos
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