Dados da execução do Orçamento de 2024 mostram que cinco agências de publicidade receberam 78% dos quase R$ 966 milhões empenhados pelo governo federal para campanhas publicitárias.
O valor total destinado às empresas Nacional Comunicação, Calia, Nova, Propeg e DeBrito soma R$ 755 milhões.
A Nacional Comunicação foi a agência que mais recebeu verba federal, com R$ 225 milhões. Em seguida, aparecem Calia (R$ 180 milhões), Nova (R$ 177 milhões), Propeg (R$ 111 milhões) e DeBrito (R$ 62 milhões).
A Nacional Comunicação assumiu a liderança do setor após vencer licitações da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) em 2021 e do Ministério da Saúde, ainda no governo Bolsonaro. Juliano Corbellini, sócio da Nacional desde 2023, é amigo do ex-ministro da Secom, Paulo Pimenta (PT).
Atualmente a pasta é comandada por Sidônio Palmeira, com a missão de reverter o alto índice de desaprovação do governo Lula em meio a desafios políticos e econômicos. Sidônio foi o marqueteiro de Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha presidencial de 2022.
Outros órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário executaram menos de 1,5% do total gasto com publicidade.
A concentração de verba publicitária em poucas agências também foi registrada no governo Bolsonaro. Em 2022, cinco empresas receberam 86% dos R$ 806 milhões destinados à publicidade. Naquele ano, a Calia liderou os repasses, com R$ 208 milhões.

*Com informações da Folha de S.Paulo.
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