Um dia após o resultado das urnas, que garantiu a David Almeida (Avante) mais quatro anos à frente da Prefeitura de Manaus, a articulação para eleger um aliado à presidência da Câmara Municipal (CMM) está a todo vapor.
Dos 41 vereadores da CMM, o prefeito reeleito conta com o apoio de 19; ele precisa de mais dois na base para garantir uma governabilidade mais sólida a partir de 2025 e viabilizar a indicação de um nome de confiança para a presidência da Casa.
David estaria pessoalmente empenhado em assegurar mais dois vereadores para consolidar sua base, e que pretende chegar em dezembro com uma única preocupação “definir um nome do Avante para disputar a presidência da CMM”.
A base governista para 2025 é composta pelos partidos: Avante (7), MDB (3), PSD (3), Agir (3), Republicanos (2) e Democracia Cristã (1).
Da presidência da Câmara à governabilidade plena
A meta de David, além de garantir um aliado na presidência da Câmara, é alcançar a governabilidade plena em 2025 — algo que ele não possui desde dezembro de 2022, quando viu sua base mudar de rumo, acumulando derrotas seguidas.
Esse cenário desfavorável começou com a eleição do atual presidente da Casa, vereador Caio André (União Brasil), eleito com 22 votos contra 19 do vereador governista Elan Alencar (DC).
Nos bastidores, Caio André teve como fiador de sua chega à presidência da CMM, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil).
Caio manteve postura de oposição e que será descontinuada, pois não conseguiu se reeleger.
Oposição estará enfraquecida em 2025?
Garantindo os dois nomes que faltam para a base e mantendo maioria durante a próxima legislatura, tudo indica que David conseguirá aprovar com facilidade as promessas de campanha e estará longe das crises que precisou administrar com o parlamento nos últimos anos.
Leia Mais: