quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Após explosão na Covid, número de moradores de rua volta a crescer

Casos foram avaliados e encaminhados de acordo com cada necessidade.
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Manaus voltou a apresentar crescimento na quantidade de pessoas em situação de rua. O número é o pior desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020. Só no ano passado, foram identificadas 466 pessoas enfrentando essa realidade na capital amazonense.

Depois do resultado explosivo, em 2020, o primeiro ano da pandemia de Covid-19, é a maior quantidade de pessoas nessas condições, em Manaus. Só em relação ao ano passado, mais que triplicou a quantidade de cidadãos vivendo ao relento.

Os dados são da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania de Manaus (Semasc), que realizou, semana passada, juntamente com outros órgãos do Estado, um mutirão de atendimentos nas áreas de saúde e cidadania com pessoas em situação de rua que estão no entorno da rodoviária de Manaus.

Dados de pessoas em situação de rua em Manaus

ANONÚMERO DE PESSOAS
2018354
2019275
2020532
2021151
2022466
Fonte: Semasc

Ação para atender pessoas em situação de rua

As equipes responsáveis pelos atendimentos identificaram as pessoas, maioria venezuelanos recém-chegados na capital. Eles foram entrevistados pelas equipes com o objetivo de identificar a necessidade de cada um, para que também fossem para encaminhadas a abrigos, caso aceitassem. Ao todo, foram atendidas 25 pessoas, entre indígenas, colombianos, venezuelanos e brasileiros, com idades entre 8 e 60 anos.

A secretária executiva de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Gabriella Campezatto, explicou que, para esta primeira abordagem, as equipes multidisciplinares foram divididas para que a sensibilização fosse a mais humanizada possível.

“Aqui no perímetro da rodoviária, nós encontramos brasileiros em situação de vulnerabilidade e pessoas de outras nacionalidades. Temos uma gerência voltada para a população em situação de rua e a gerência para migrantes e refugiados, então, fazemos essa junção desses dois trabalhos e verificamos os pontos do Estado onde temos essas demandas, a partir daí damos os encaminhamentos.”

A médica da Semsa Manaus, Layla Müller, que atua no atendimento de saúde da população de rua também participou da ação. Ela ressaltou que, devido à época de gripe, muitos estão com problemas de via aérea respiratória. Foram identificados um provável caso de câncer, quadro de sequelas de AVCs e de gravidez de risco, que não estão sendo acompanhados, além de infecções de pele.

“Os quadros mais leves a gente encaminha para a unidade mais próxima, os quadros mais graves e crônicos já estamos tentando encaminhar para abrigos para podermos fazer um atendimento mais próximo, aí depois a gente já dá prosseguimento ao tratamento deles.”

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